Avaliação de Bens – Custos de Construções para Incorporações Imobiliárias

Sumário

Prefácio

Introdução

1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Identificação das unidades autônomas
5 Critérios para determinação e cálculo de áreas
6 Critérios para cálculos expeditos dos custos de construção
7 Rateio do custo da construção
8 Critérios para coleta de preços e cálculo de custos unitários básicos (cub) de construção, para uso dos sindicatos (art. 54)
9 Critérios para informações da especificação construtiva
10 Critérios para execução de orçamentos de custos de construção, para fins do disposto no art. 59
11 Critérios para entrosamento entre o cronograma das obras e pagamento das prestações (art. 53, item v, da lei 4.591/64)
12 Critérios para registro da incorporação
13 Regionalização dos projetos-padrão
14 Disposições gerais

Anexos

A Quadros de áreas e quadros descritivos
B Discriminação orçamentária
C Critérios de orçamentação

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para votação nacional entre os associados da ABNT e demais interessados. Os anexos A e B têm caráter normativo e o anexo C informativo.

2 Projeto NBR 12721:2005

Introdução

Esta Norma visa atender ao que foi prescrito à ABNT pela Lei Federal 4.591/64, com as alterações introduzidas pela Lei Federal 4.864/65 e alterações posteriores.

Esta versão corresponde a uma ampla revisão da NBR 12721:1999, que mantém os seus conceitos teóricos básicos anteriores, mas apresenta profundas alterações em seu conteúdo, em virtude da sua obrigatória adaptação ao disposto na legislação e aos novos padrões arquitetônicos praticados atualmente no mercado imobiliário.

Merecem destaque, entre as principais alterações introduzidas, as seguintes:

a) novos projetos-padrão diferentes dos anteriores, com inclusão de subsolos e novas especificações de acabamento;
b) introdução de critérios para criação dos projetos-padrão regionalizados;
c) introdução de metodologia orientadora para a coleta de preços e cálculo do Custo Unitário Básico por m2 de construção;
d) orçamentos dos novos projetos-padrão, que resultaram em novos lotes básicos a serem orçados mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil;
e) introdução de alterações nos quadros já existentes, para enfatizar os principais dados e indicar sua destinação, com:

1) explicitação obrigatória nos quadros desta Norma da numeração ou identificação das unidades autônomas;
2) criação dos novos quadros “Informações Preliminares” e “Resumo das áreas reais” a serem usados nos atos de registro e escrituração;
3) criação de quadro específico (Quadro IV.B-1). No caso de necessidade de atribuição de áreas de terreno de uso exclusivo das unidades, o Quadro IV.B-1 deverá ser substituído pelo Quadro IV.B; e
4) separação dos conceitos de área privativa principal, garagem e outras áreas privativas e acessórias, tais como depósitos, armários, banheiros, etc., situados fora da área principal, no mesmo pavimento ou não;

f) as unidades a serem entregues em pagamento do terreno (art. 39 da Lei 4.591/64, nesta Norma indicadas como áreas sub-rogadas) agora são tratadas no Quadro IV-A desta Norma como as demais unidades, obtendo-se assim as respectivas quotas de rateio, para serem utilizadas após a sua entrega. Para rateio dos respectivos custos durante a construção, foram criadas novas colunas, só utilizáveis nestes casos, onde as respectivas cotas-parte dessas unidades são re-rateadas entre as demais unidades, de forma a facilitar os cálculos.

A presente Norma entra em vigor trinta dias após a sua publicação. Até esta data, os Sindicatos da Indústria da Construção Civil devem adaptar os métodos de coleta de preços e adequar a publicação dos custos unitários básicos aos novos lotes básicos.

A Lei 4.591/64 impõe exigências consubstanciadas especialmente nos artigos 28, 31, 32, 39, 48, 51, 53, 54, 55, 58, 59, 60, 62, 65, 66 e 68, com o propósito de definir as responsabilidades dos diversos participantes das incorporações e as condições técnicas e econômicas em que estas se realizam, para a alienação total ou parcial da edificação ou conjunto de edificações. Por sua vez, a norma NBR 5671:1989 – Participação dos intervenientes em serviços e obras de engenharia e arquitetura define tecnicamente os direitos e deveres de cada um dos intervenientes no processo construtivo, que é complementada com o disposto na referida Lei e na Lei 10.406/2002, especialmente em seu Capítulo VII – Do Condomínio Edilício. Juntamente à divulgação dos novos custos unitários básicos citados na Nota 1, os Sindicatos citados no art. 54 da Lei 4.591/64 devem publicar o seguinte texto:

“Estes custos unitários foram calculados conforme disposto na norma NBR 12721/2004, com base em novos projetos, novos memoriais descritivos e novos critérios de orçamentação e, portanto, constituem nova série histórica de custos unitários, não comparáveis com a anterior.”

Para efeito de apuração da variação percentual dos custos unitários básicos pelo menos nos primeiros dois meses de vigência desta Norma, os Sindicatos deverão também calcular os custos unitários básicos com base no critério da NBR 12721:1999 e divulgar as respectivas variações percentuais naqueles meses, juntamente com os valores dos custos unitários apurados de acordo com os novos critérios estabelecidos por esta Norma.

1. Objetivo

1.1 Esta Norma estabelece os critérios para avaliação de custos unitários, cálculo do rateio de construção e outras disposições correlatas, conforme as disposições fixadas e as exigências estabelecidas na Lei Federal 4.591/64.
1.2 Esta Norma aplica-se aos edifícios com unidades autônomas dispostas em pavimentos, conjuntos de residências unifamiliares isoladas ou geminadas, conjunto de galpões de uso industrial ou comercial que sejam objeto de incorporação imobiliária, bem como às edificações que mesmo não tendo sido incorporadas na forma da Lei 4.591/64 Título II, submetam-se posteriormente à forma condominial disposta na legislação aplicável para perfeita uniformização dos procedimentos que regem as disposições do condomínio edilício (partes autônomas e partes de uso comum).
1.3 Esta Norma não se aplica aos loteamentos e parcelamentos do solo urbano cobertos pelo decreto-lei 58, de 10.12.1937, Lei n. º 6.766, de 19/12/1979, e legislações posteriores.

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2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem das normas em vigor em um dado momento.
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
– Lei Federal n. º 4.591 de dezembro de 1964;
– Lei Federal n. º 4.864 de novembro de 1965;
– Lei Federal n° 10.406 de 10 de janeiro de 2002;
– NBR 12722:1992 – Discriminação de serviços para construção de edifícios – Procedimento;
– NBR 5671:1989 – Participação dos intervenientes em serviços e obras de engenharia e arquitetura.

3 Definições

3.1 projeto arquitetônico aprovado: Conjunto de pranchas da edificação aprovado pela autoridade local competente

Nota: Constitui um dos documentos a ser arquivado no Ofício de Registro de Imóveis, conforme art. 32, alínea d, da Lei 4.591/64.

3.2 projetos da edificação: Conjunto de estudos e desenhos constantes dos projetos arquitetônico, estrutural, de instalações, etc., da obra objeto de incorporação ou instituição de condomínio discriminados na NBR 12722.

3.3 projetos-padrão: Projetos selecionados para representar os diferentes tipos de edificações, que são usualmente objeto de incorporação para construção em condomínio e conjunto de edificações, definidos por suas características principais:

a) número de pavimentos;
b) número de dependências por unidade;
c) áreas equivalentes à área de custo padrão privativas das unidades autônomas;
d) padrão de acabamento da construção; e
e) número total de unidades

Nota: Estas características servem de base aos Sindicatos da Indústria da Construção Civil para o cálculo dos custos unitários básicos.

3.4 pavimento: Parte coberta da edificação situada num mesmo nível ou em vários níveis situados entre os planos de dois pisos superpostos, distantes entre si numa altura correspondente ao pé-direito mínimo previsto na legislação municipal, ou parte descoberta do prédio, definida pela sua área

3.4.1 pavimento térreo: Pavimento com acesso direto à via pública. Quando forem vários os acessos diretos, corresponderá ao principal pavimento de acesso da edificação

3.5 andar: Pavimento que está acima ou abaixo do pavimento térreo, podendo receber diferentes nomenclaturas, a serem especificadas no respectivo projeto arquitetônico, tais como mezanino, sobreloja, andar-tipo, subloja, subsolo, etc.

3.6 unidade autônoma: Parte da edificação vinculada a uma fração ideal de terreno e coisas comuns, sujeita às limitações da lei, constituída de dependências e instalações de uso privativo e de parcela das dependências e instalações de uso comum da edificação, destinada a fins residenciais ou não, assinalada por designação especial numérica ou alfabética, para efeitos de identificação e discriminação

3.7 áreas de edificação: Áreas estabelecidas a partir da seguinte classificação geral:

a) áreas reais de projeto;
b) áreas em relação ao uso;
c) áreas equivalentes em relação às áreas padronizadas; e
d) áreas em relação à forma de divisão (distribuição)

3.7.1 áreas reais de projeto: Medidas de superfície tomadas a partir do projeto arquitetônico utilizadas para os cálculos dispostos nesta Norma

3.7.1.1 áreas reais: Medida da superfície de quaisquer dependências, ou conjunto de dependências, cobertas ou descobertas, nela incluídas as superfícies das projeções de paredes, de pilares e demais elementos construtivos

3.7.1.2 área real total do pavimento: Soma das áreas cobertas e descobertas reais de um determinado pavimento medidas a partir do projeto arquitetônico

3.7.1.3 área real total da unidade autônoma: Soma das áreas cobertas e descobertas reais e condominiais que definem a área total da unidade autônoma considerada, calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado e com auxílio do Quadro II do anexo A..

4 Projeto NBR 12721:2005

3.7.1.4 área real global da edificação: Soma das áreas cobertas e descobertas reais, situadas nos diversos pavimentos da edificação, calculadas a partir do projeto arquitetônico aprovado e com auxílio do Quadro I do anexo A. 3.7.2 áreas em relação ao uso: Áreas do projeto arquitetônico estabelecidas pelos seguintes tipos:

a) uso privativo; e
b) uso comum

3.7.2.1 áreas de uso privativo: Áreas cobertas ou descobertas que definem o conjunto de dependências e instalações de uma unidade autônoma, cuja utilização é privativa dos respectivos titulares de direito, calculadas pelo critério definido no item 7.2 da presente Norma. Subdividem-se em áreas privativas principais e áreas privativas acessórias

3.7.2.1.1 área privativa principal: Área da unidade autônoma de uso exclusivo, destinada à moradia, atividade ou uso principal da edificação, situada em determinado andar ou em dois ou mais andares interligados por acesso também privativo

3.7.2.1.2 área privativa acessória: Área da unidade autônoma de uso exclusivo, situada fora dos limites físicos de sua área privativa principal, destinada a usos acessórios, tais como: depósitos, box de lavanderia, vagas de garagem

Notas:

1) O responsável pelo cálculo deve informar a vinculação correspondente da parte acessória à principal, com suas respectivas áreas e a correspondente parcela na composição do coeficiente de proporcionalidade da unidade autônoma.

2) A vinculação de áreas em uma unidade autônoma constitui-se em opção do incorporador. Não havendo a vinculação explícita, os depósitos, vagas e demais áreas assemelhadas podem constituir uma unidade autônoma principal, desde que atendidos os requisitos legais de acesso direto e viabilidade de delimitação física e as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns, ou podem ainda compor as partes de uso comum da edificação.

3.7.2.2 área de vaga de garagem: Área destinada ao estacionamento de veículo automotor

3.7.2.2.1 área de vaga de garagem vinculada à unidade autônoma: Área de estacionamento privativo de veículo automotor, demarcada e identificada em projeto arquitetônico e vinculada à área privativa principal da unidade autônoma por direito de propriedade, sem atribuição de fração ideal específica no terreno e partes comuns do condomínio

3.7.2.2.2 área de vaga de garagem como unidade autônoma: Área de estacionamento privativo de veículo automotor, demarcada e identificada em projeto arquitetônico, com acesso que independe da ocupação das demais vagas consideradas como unidades autônomas ou a outras vagas de uso comum e indeterminado, e que, a critério do incorporador, será considerada como unidade autônoma, com atribuição de fração ideal própria no terreno e partes comuns do edifício

3.7.2.2.3 área de vaga de garagem de uso comum e indeterminado: Área de estacionamento comum e indeterminado de veículo automotor, demarcada e identificada em projeto tão somente para efeito de quantificação e disponibilidade. Quando atribuído direito de uso de vaga (s) à unidade autônoma, pode ser tratada como área de uso comum de divisão não proporcional. Quando não atribuído direito de uso de vaga (s) à unidade autônoma, pode ser tratada tecnicamente como área de uso comum de divisão proporcional

3.7.2.3 área de uso comum: Área coberta e descoberta situada nos diversos pavimentos da edificação e fora dos limites de uso privativo, que pode ser utilizada em comum por todos ou por parte dos titulares de direito das unidades autônomas

3.7.2.4 área de uso comum de divisão não proporcional: Área coberta e descoberta situada nos diversos pavimentos da edificação e fora dos limites de uso privativo que, por sua finalidade, tenha sua construção, localização e uso atribuídos à responsabilidade de parte dos titulares de direito de unidades autônomas, ou mesmo por todos (quando o seu uso não depender de qualquer relação de proporcionalidade com as respectivas áreas privativas da unidade autônoma considerada)

3.7.3 áreas em relação às áreas padronizadas: Áreas utilizadas nos projetos-padrão que serviram à definição do lote básico para cálculo do custo unitário básico, classificadas como:

a) áreas cobertas padrão;
b) áreas cobertas de padrão diferente;
c) áreas descobertas; e
d) áreas equivalentes à área de custo padrão total

3.7.3.1 áreas cobertas padrão: Medidas de superfícies de quaisquer dependências cobertas, nelas incluídas as superfícies das projeções de paredes, de pilares e demais elementos construtivos, que possuem áreas de padrão de acabamento semelhantes às respectivas áreas dos projetos-padrão adotados nesta Norma

3.7.3.2 áreas cobertas de padrão diferente: Áreas cobertas de padrão de acabamento substancialmente inferior ou superior ao tipo escolhido entre os padronizados nesta Norma

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3.7.3.3 áreas descobertas: Medida da superfície de quaisquer dependências não cobertas que integram a edificação,tendo como exemplos a área de serviço e estacionamento descobertos, terraço privativo, etc.

3.7.3.4 área equivalente em área de custo padrão total: Áreas equivalentes em área de custo padrão total, estabelecida pelas seguintes condições:

a) as áreas cobertas-padrão, com suas medidas reais;

b) as áreas equivalentes virtuais, conceituadas no item 5.7 adiante; e

c) as somas das áreas cobertas-padrão e equivalentes relativas a uma determinada unidade autônoma, a um pavimento, e determinadas dependências de uso comum ou privado ou de toda a edificação

3.7.4 áreas em relação à divisão: Áreas estabelecidas conforme os itens seguintes.

3.7.4.1 área de divisão proporcional: Área de uso comum cuja construção é da responsabilidade dos titulares de direito das diferentes unidades autônomas que compõem a edificação na proporção das respectivas áreas equivalentes de divisão não-proporcional, tendo como exemplo apartamento de porteiro ou zelador

3.7.4.2 área de divisão não proporcional: Área privativa ou área de uso comum que por sua finalidade tenha sua construção atribuída à responsabilidade dos titulares de direito de uma ou mais unidades autônomas, independentemente de qualquer relação de proporcionalidade com as respectivas áreas privativas da construção

3.8 custo global da construção: Valor mínimo que pode ser atribuído à construção da edificação para fins do disposto no art. 32, da Lei 4.591/64, quando o contrato for de Construção por Administração. É calculado com a utilização do custo unitário básico divulgado pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil da localidade correspondente ao padrão mais semelhante ao do imóvel incorporado, e corresponde ao somatório dos seguintes itens:

a) valor resultante da multiplicação desse custo unitário básico pelo somatório de todas as suas áreas equivalentes à área de custo padrão; e

b) valor de todas as demais despesas não incluídas no cálculo do custo unitário básico, com a inclusão, no mínimo, dos itens descriminados no Quadro III, do Anexo A

3.9 custo unitário básico: Custo por metro quadrado de construção do projeto-padrão considerado, calculado de acordo com a metodologia estabelecida no item 8.3 desta Norma, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil, e que serve de base para a avaliação dos custos de construção das edificações, os quais devem ser arquivados no Ofício de Registro de Imóveis

3.10 custo unitário da construção: Quociente da divisão do custo global da construção pela área equivalente em área de custo padrão total

3.11 custo de construção da unidade autônoma: Valor atribuído à parcela da construção da unidade autônoma, para os fins do disposto no art. 32, da Lei 4.591/64, produto da área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma pelo custo unitário da construção

3.12 área sub-rogada: É aquela relativa às unidades a serem entregues em pagamento ao proprietário do terreno, cuja obrigação de custeio de construção foi transferida aos adquirentes das demais unidades autônomas do empreendimento

3.13 fração ideal: Fração expressa de forma decimal ou ordinária que representa a parte ideal do terreno e coisas de uso comum atribuída à unidade autônoma, sendo parte inseparável desta

3.14 coeficiente de proporcionalidade: É a proporção entre a área equivalente em área de custo padrão total da unidade autônoma e a área equivalente em área de custo padrão global da edificação

3.15 coeficiente re-rateio de construção: No caso da existência de unidades ou parte destas dadas em pagamento do terreno, os coeficientes correspondentes a estas unidades deverão ser redistribuídos entre as demais unidades autônomas na proporção de seus coeficientes de construção, utilizando-se, para isso, as colunas auxiliares (43, 44, 45, 46 e 47) do Quadro IV-A, do Anexo A

3.16 cota proporcional de despesas ordinárias e extraordinárias de condomínio: Cota proporcional que corresponde às despesas ordinárias, extraordinárias, ou ambas, no condomínio, atribuídas à unidade autônoma, calculada conforme previsto na convenção de condomínio

3.17 quadros: Relação metódica dos conceitos, cálculos de áreas, coeficientes e custos estabelecidos nesta Norma

Notas:

Os cálculos de áreas e outras informações desta Norma estão consolidados nos Quadros do Anexo A, os quais se dividem em:

a) informações preliminares constantes no processo administrativo de aprovação de projeto arquitetônico com suas especificações, memoriais e documento de propriedade, objetivando identificar o que segue adiante descrito. A critério do incorporador poderão ser acrescidas outras informações pertinentes.

b) quadro I: cálculo das áreas nos pavimentos e da área global (ver 5.8.1)

c) quadro II: cálculo das áreas das unidades autônomas (ver 5.8.2)

d) quadro III: avaliação do custo global e unitário de construção (ver 6.3.1)

e) quadro IV-A: avaliação do custo de construção de cada unidade autônoma e cálculo do re-rateio de subrogação (ver 6.3.6)

f) quadro IV-B: resumo das áreas reais para os atos de registro e escrituração (ver 5.8.3). Este Quadro serve para resumo final das áreas e coeficientes das unidades autônomas, expondo os dados definitivos obtidos a partir dos cálculos em quadros que o antecedem. Para o caso de conjunto de edificações em blocos ou de conjunto de residências isoladas será utilizada em substituição à versão do Quadro IV-B.1

g) quadro V: informações gerais (ver item 9.2.1)

h) quadro VI: memorial descritivo dos equipamentos (ver item 9.2.2);

i) quadro VII: memorial descritivo dos acabamentos das dependências de uso privativo das unidades autônomas (ver item 9.2.3);

j) quadro VIII: memorial descritivo dos acabamentos dependências de uso comum (ver item 9.2.4).

2) Eventuais diferenças entre as áreas dos Quadros abaixo e outras características constantes nos alvarás de projeto ou habite-se devem-se à metodologia de cálculo.

3) A utilização do custo unitário básico para orçamentação expedita somente pode ser feita pela multiplicação deste pela área equivalente nos termos desta Norma.

3.18 cronograma de obras: Documento em que se registram, pela ordem de sucessão em que são executados, os serviços necessários à realização da construção e os respectivos prazos, previstos em função dos recursos e facilidades que se supõem serem disponíveis

3.19 prestações ou parcelas de pagamento da construção: Partes do custo global da construção a serem pagas nas datas preestabelecidas no contrato e destinadas à cobertura das despesas com a construção

3.20 entrosamento do cronograma das obras com as prestações da construção: Consiste na vinculação parcial ou total de prestações ou parcelas de pagamento da construção previstas no contrato às diferentes fases de desenvolvimento dos serviços considerados no cronograma da obra

Nota: Os contratos, quer sob o regime de administração ou sob o regime de empreitada, podem ser realizados sem que haja vinculação de qualquer prestação ou parcela de pagamento com o cronograma da obra.

3.21 prazo contratual: Período de tempo previsto para a entrega das obras, contado a partir da data de início da construção, que deve constar do contrato, o qual estabelece as condições e formas de sua eventual prorrogação, inclusive, quando for o caso, as consideradas em 11.2.3.2

4 Identificação das unidades autônomas

4.1 É recomendável que o profissional responsável pelos Quadros desta Norma adote a nomenclatura de pavimentos e unidades constante no projeto arquitetônico aprovado na prefeitura local. Na sua ausência, ou caso seja adotada nova nomenclatura, esta deve ser explicitada em planta ou em forma de texto anexo ao projeto, no qual deve constar o critério adotado de designação especial, numérica ou alfabética, para efeitos de identificação e discriminação das unidades autônomas, em atendimento ao previsto no parágrafo 1°. do art. 32, da Lei 4.591/64.

5 Critérios para determinação e cálculo de áreas

5.1 Considerações gerais

Devem ser adotados os critérios e procedimentos indicados de 5.2 a 5.7 para a determinação e cálculo de áreas.

5.2 Área real do pavimento

5.2.1 Área da superfície limitada pelo perímetro externo da edificação, no nível do piso do pavimento correspondente, excluídas as áreas não edificadas.

5.2.2 No caso do pavimento em pilotis, é igual à do pavimento imediatamente acima, acrescida das áreas cobertas, externas à projeção deste e das áreas descobertas que tenham recebido tratamento destinado a aproveitá-las para outros fins que não apenas os de ventilação e iluminação.

5.3 Área real privativa da unidade autônoma

Área da superfície limitada pela linha que contorna as dependências privativas, cobertas ou descobertas, da unidade autônoma, excluídas as áreas não edificadas, passando pelas projeções:

a) das faces externas das paredes externas da edificação e das paredes que separam as dependências privativas da unidade autônoma, das dependências de uso comum;e

b) dos eixos das paredes que separam as dependências privativas da unidade autônoma considerada, das dependências privativas de unidades autônomas contíguas.

5.4 Área real de uso comum

Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência de uso comum, coberta ou descoberta, excluídas as áreas não edificadas, passando pelas projeções:

a) das faces externas das paredes externas da edificação; e
b) das faces internas, em relação à área de uso comum, das paredes que a separam das unidades autônomas.

5.5 Área coberta

Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência coberta, excluídas as áreas não edificadas, passando pelas projeções:

a) das faces externas das paredes externas da edificação;
b) das faces externas, em relação à área coberta considerada, das paredes que a separam de dependências de uso comum, no caso de ser ela própria de uso privativo;
c) das faces externas, em relação à área coberta considerada, no caso de ser ela própria de uso comum;
d) dos eixos das paredes divisórias de dependências contíguas, se forem ambas de uso comum ou ambas de uso privativo; e
e) de projeção de arestas externas do elemento de cobertura quando não for limitada por parede.

5.6 Área descoberta

Área da superfície limitada pela linha que contorna a dependência descoberta, passando pelas projeções, excluídas as áreas não edificadas:

a) das faces externas das paredes externas da edificação;
b) das faces internas, em relação à área descoberta considerada, das paredes que a separam de quaisquer dependências cobertas; e
c) dos eixos das paredes divisórias de áreas descobertas contíguas, quando ambas forem de uso privativo ou de uso comum.

5.7 Área equivalente

5.7.1 Conceituação

Área virtual cujo custo de construção é equivalente ao custo da respectiva área real, utilizada quando este custo é diferente do custo unitário básico da construção adotado como referência. Pode ser, conforme o caso, maior ou menor que a área real correspondente.

5.7.2 Coeficientes para cálculo das áreas equivalentes às áreas de custo padrão

É recomendável que os coeficientes de equivalência de custo, perante o custo padrão da construção, sejam calculados da seguinte forma, para cada dependência em que for empregado.

5.7.2.1 Orientações

5.7.2.1.1 Cada dependência deve ser considerada em três dimensões, tendo seu custo real efetivo orçado ou estimado com os mesmos critérios utilizados no orçamento-padrão, ou seja:

a) com os acabamentos efetivamente empregados nessa dependência; e
b) com o seguinte critério de delimitação de perímetro da área dessa dependência: incluir as paredes externas não confrontantes com outra área construída e incluir a metade da espessura da parede confrontante com as outras áreas construídas.

5.7.2.1.2 O custo unitário equivalente dessa dependência será obtido pela divisão do custo orçado ou estimado conforme item 5.7.2.1.1, dividido pela respectiva área definida no item 5.7.2.1.1 b). Como este custo é simplificado por definição, podem ser desconsideradas neste cálculo as eventuais repercussões indiretas de custo – nas estruturas, fundações, etc.

5.7.2.1.3 O coeficiente para cálculo da equivalência de área é o resultado da divisão do custo unitário dessa área dividido pelo último custo unitário básico de mesmo padrão divulgado.

5.7.3 Coeficientes médios

Na falta destas demonstrações, podem ser utilizados os seguintes coeficientes médios que foram utilizados no cálculo de equivalência de áreas dos projetos – padrão:

a) garagem (subsolo): 0,50 a 0,75;
b) área privativa (unidade autônoma padrão): 1,00;
c) área privativa salas com acabamento: 1,00;
d) área privativa salas sem acabamento: 0,75 a 0,90;
e) área de loja sem acabamento: 0,40 a 0,60;
f) varandas: 0,75 a 1,00;
g) terraços ou áreas descobertas sobre lajes: 0,30 a 0,60;
h) estacionamento sobre terreno: 0,05 a 0,10;
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i) área de projeção do terreno sem benfeitoria: 0,00;
j) área de serviço – residência unifamiliar padrão baixo (aberta): 0,50;
k) barrilete: 0,50 a 0,75;
l) caixa d’água: 0,50 a 0,75;
m) casa de máquinas: 0,50 a 0,75; e
n) piscinas, quintais, etc.: 0,50 a 0,75.

Nota: A título de exemplo de cálculo, considere-se: Se para uma determinada área real coberta, de 60 m2, estima-se que, em virtude de sensível melhora no padrão de acabamento, o custo unitário efetivo é cerca de 50% maior que o custo unitário básico adotado para as áreas cobertas-padrão do edifício considerado, a área equivalente (Se) correspondente a:

Se = 60 x 1,50 = 90 m2

5.8 Quadros de áreas reais e equivalentes

5.8.1 Quadro I : cálculo das áreas nos pavimentos e da área global

O cálculo da área real global e da área equivalente em área de custo padrão global é feito com auxílio do Quadro I, do Anexo A, que permite, ademais, conhecerem-se discriminadamente, por pavimento e em toda a edificação, as áreas reais e equivalentes privativas e de uso comum.

Este Quadro deve ter o seu preenchimento conforme segue:

a) coluna 1: as designações de todos os pavimentos;
b) coluna 2: as áreas reais privativas, cobertas-padrão;
c) coluna 3: as áreas reais privativas, cobertas de padrão diferente e as descobertas;
d) coluna 4: as áreas equivalentes correspondentes às áreas reais lançadas na coluna 3, cumpridos, na falta de justificativa, os parâmetros estabelecidos em 7.6.1;
e) coluna 5: os totais das áreas reais privativas nos diversos pavimentos – soma dos lançamentos feitos nas colunas 2 e 3;
f) coluna 6: os totais das áreas equivalentes à área de custo padrão privativas em cada pavimento – soma dos lançamentos feitos nas colunas 2 e 4;
g) coluna 7: as áreas reais de uso comum, cobertas-padrão, de divisão não-proporcional;
h) coluna 8: as áreas reais de uso comum, cobertas de padrão diferente ou descobertas, de divisão nãoproporcional;
i) coluna 9: as áreas equivalentes correspondentes às áreas reais lançadas na coluna 8, cumpridos, na falta de justificativa, os parâmetros estabelecidos em 7.6.1;
j) coluna 10: os totais das áreas reais de uso comum de divisão não-proporcional – soma dos lançamentos feitos nas colunas 7 e 8;
k) coluna 11: os totais das áreas equivalentes à área de custo padrão de uso comum, de divisão não-proporcional -soma dos lançamentos feitos nas colunas 7 e 9;
l) coluna 12: as áreas reais de uso comum, cobertas-padrão, de divisão proporcional;
m) coluna 13: as áreas reais de uso comum, cobertas de padrão diferente ou descobertas, de divisão proporcional;
n) coluna 14: as áreas equivalentes correspondentes às áreas lançadas na coluna 13 – cumpridos, na falta de justificativa, os parâmetros estabelecidos em 7.6.1;
o) coluna 15: os totais das áreas reais de uso comum, de divisão proporcional – soma dos lançamentos feitos nas colunas 12 e 13;
p) coluna 16: os totais das áreas equivalentes à área de custo padrão de uso comum de divisão proporcional – soma dos lançamentos nas colunas 12 e 14;
q) coluna 17: os totais das áreas reais de cada pavimento – soma dos lançamentos das colunas 5, 10 e 15;
r) coluna 18: os totais das áreas equivalentes à área de custo padrão de cada pavimento – soma dos lançamentos feitos nas colunas 6, 11 e 16;
s) quantidade – número de pavimentos idênticos;
t) área real global – soma dos lançamentos feitos na coluna 17; e
u) área equivalente em área de custo padrão global – soma dos lançamentos na coluna 18.

5.8.2 Quadro II: cálculo das áreas das unidades autônomas

O cálculo das áreas reais das unidades autônomas e das áreas equivalentes à área de custo padrão das unidades autônomas é feito com auxílio do Quadro II, do Anexo A, levando-se em conta, no que tange às áreas de uso comum de divisão proporcional, sua distribuição pelas diferentes unidades autônomas na proporção das respectivas áreas equivalentes à área de custo padrão de divisão não-proporcional.

Este Quadro deve ter o seu preenchimento conforme segue:

a) coluna 19: as designações de todas as unidades autônomas da edificação;
b) coluna 20: as áreas reais privativas, cobertas-padrão, correspondentes a cada unidade autônoma;
c) coluna 21: as áreas reais privativas cobertas de padrão diferente ou descobertas;
d) coluna 22: as áreas equivalentes correspondentes às áreas reais lançadas na coluna 21, cumpridos, na falta de justificativa, os limites mínimos estabelecidos em 7.6.1;
e) coluna 23: as áreas privativas de cada tipo de unidade autônoma – soma dos lançamentos feitos nas colunas 20 e 21;
f) coluna 24: as áreas equivalentes à área de custo padrão privativa da unidade autônoma – soma dos lançamentos feitos nas colunas 20 e 22;
g) coluna 25: as áreas reais de uso comum, cobertas-padrão, de divisão não-proporcional, atribuídas a cada unidade autônoma;
h) coluna 26: as áreas reais de uso comum, cobertas de padrão diferente ou descobertas, de divisão nãoproporcional, atribuídas a cada unidade autônoma;
i) coluna 27: as áreas equivalentes correspondentes aos lançamentos feitos na coluna 26, cumpridos, na falta de justificativa, os limites mínimos estabelecidos em 7.6.1;
j) coluna 28: os totais das áreas de uso comum de divisão não-proporcional – soma dos lançamentos feitos nas colunas 25 e 26;
k) coluna 29: os totais das áreas equivalentes à área de custo padrão de uso comum, de divisão não-proporcional – soma dos lançamentos feitos nas colunas 25 e 27;
l) coluna 30: os totais das áreas equivalentes à área de custo padrão de divisão não-proporcional relativas a cada unidade autônoma – soma dos lançamentos feitos nas colunas 24 e 29;
m) coluna 31: os coeficientes de proporcionalidade obtidos dividindo-se os totais das áreas equivalentes de divisão não-proporcional de cada unidade lançada na coluna 30 pelo total da mesma coluna;
n) coluna 32: o produto de cada coeficiente lançado na coluna 31 pelo total da coluna 12 do Quadro I, do Anexo A;
o) coluna 33: o produto de cada coeficiente lançado na coluna 31 pelo total da coluna 13 do Quadro I, do Anexo A;
p) coluna 34: o produto de cada coeficiente lançado na coluna 31 pelo total da coluna 14 do Quadro I, do Anexo A;
q) coluna 35: os totais das áreas reais de uso comum, de divisão proporcional – soma dos lançamentos feitos nas colunas 32 e 33;
r) coluna 36: os totais das áreas equivalentes à área de custo padrão de uso comum, de divisão proporcional – soma dos lançamentos feitos nas colunas 32 e 34;
s) coluna 37: as áreas reais das unidades autônomas – soma dos lançamentos feitos nas colunas 23, 28 e 35;
t) coluna 38: as áreas equivalentes em área de custo padrão das unidades autônomas – soma dos lançamentos feitos nas colunas 30 e 36;
u) quantidade – número de unidades autônomas idênticas;
v) área real global – soma dos lançamentos feitos na coluna 37; e
w) área equivalente em área de custo padrão global – soma dos lançamentos na coluna 38.

5.8.3 Quadro IV-B

Resumo das áreas reais das unidades autônomas para atos de registro e escrituração das unidades autônomas. O Quadro IV-B deverá conter resumo das áreas reais das unidades autônomas a partir dos Quadros I e II, discriminando ainda os coeficientes de proporcionalidade de construção obtidas no Quadro IV-A.

Este Quadro deve ter o seu preenchimento conforme segue:

a) coluna A: designação da unidade autônoma, referida na coluna 19 do Quadro II;
b) coluna B: área privativa da unidade autônoma, conforme definição em 5.7.2.1;
c) coluna C: outras áreas privativas, depósito e acessórios, conforme definição em 5.7.2.3;
d) coluna D: áreas de vaga de garagem, conforme definição em 5.7.2.2;
e) coluna E: áreas de uso comum de divisão não proporcional calculadas na coluna 35 do Quadro II;
f) coluna F: somatório das áreas lançadas nas colunas B, C, D e E; e
g) coluna G: coeficiente de proporcionalidade calculado na coluna 42 do Quadro IV-A.

Nota: O Quadro IV-B possui em anexo a versão para condomínio de casas isoladas ou geminadas, que deve substituir o

Quadro IV-B original, quando for o caso, com coluna especial para discriminação da área de terreno de uso exclusivo atribuída às unidades autônomas, incluindo a projeção da edificação.

6 Critérios para cálculos expeditos dos custos de construção

6.1 Considerações gerais

Para atender ao disposto na alínea “h” do art. 32 da Lei 4.591/64, esta Norma introduziu o critério de cálculo de áreas equivalentes de custo de construção, que deve ser utilizado para estimativa parcial dos custos previstos neste item, conforme detalhado a seguir.

6.2 Homogeneização das áreas para fins de cálculo de custo

O custo unitário básico, acrescido das parcelas referidas no Quadro III que formam o custo unitário da edificação, só poderá ser aplicado à área da edificação para fins de obtenção de custos parciais (das unidades autônomas) ou globais (da edificação) quando esta for convertida, usando-se a metodologia desta norma, em área equivalente à área de custo padrão.

6.3 Avaliação dos custos de construção

6.3.1 Estimativas

10 Projeto NBR 12721:2005

A estimativa dos custos de construção, que em cada caso particular deve ser arquivada no Ofício de Registro de Imóveis pelo incorporador, é feita com auxílio dos Quadros III e IV-A, do Anexo A, e a partir dos “custos unitários básicos” correspondentes aos projetos-padrão definidos nesta Norma e mensalmente divulgados pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil e das áreas equivalentes em área de custo padrão calculadas como indicado nesta Norma.

6.3.2 Custo global da construção

O valor estimado com auxílio do Quadro III, do Anexo A, é a soma das seguintes parcelas:

a) produto da área equivalente em área de custo padrão global pelo custo unitário básico, correspondente ao projeto-padrão que mais se assemelhe ao da edificação objeto de incorporação;
b) parcelas adicionais, relativas a todos os elementos ou condições não incluídas nas relações quantitativamente discriminadas de materiais e mão-de-obra correspondentes ao projeto-padrão, tais como: fundações especiais, elevadores, equipamentos e instalações, playground, obras e serviços complementares e outros serviços;
c) outras despesas indiretas;
d) impostos, taxas e emolumentos cartorários;
e) projetos;
f) remuneração do construtor; e
g) remuneração do incorporador.

6.3.3 Custo unitário de construção ou valor por metro quadrado de construção O valor estimado é obtido dividindo-se o custo global da construção, calculado do modo indicado no item anterior, pela área equivalente em área de custo padrão global, determinada nos Quadros I e II, do Anexo A.

6.3.4 Custo de construção da unidade autônoma O valor estimado é obtido com auxílio das colunas 40 e 41 do Quadro IV-A do Anexo A, multiplicando-se o preço por metro quadrado da construção pela área equivalente em área de custo padrão da unidade autônoma considerada, determinada na coluna 38 do Quadro II do Anexo A.

6.3.5 Custo da sub-rogação suportado por cada unidade É o valor obtido na coluna 47 do Quadro IV-A do Anexo A, por diferença entre o custo da construção total, coluna 46, e o custo próprio da unidade, coluna 41, todas do QUADRO IV-A do Anexo A.

6.3.6 Custo de contribuição total Quando não houver sub-rogação é o custo obtido na coluna 41 do QUADRO IV-A do Anexo A. Em caso de sub-rogação, o custo de construção total é obtido na coluna 46 mediante o procedimento de cálculo indicado no mesmo quadro.

6.3.7 Quota de área dada em pagamento do terreno É a parcela obtida pela multiplicação da área real global da edificação pela quota de sub-rogação suportada por cada unidade autônoma não sub-rogada, conforme o procedimento de cálculo indicado na coluna 48 do Quadro IV-A.

Notas para preenchimento das colunas do Quadro IV-A do Anexo A:

1) os totais das colunas 40 a 42 são obtidos a partir do somatório que considera o número de unidades idênticas (quantidade), sub-rogadas ou não, declaradas na coluna 49 do referido quadro.

2) os Totais das colunas 43 a 48 são obtidos a partir do somatório que considera o número de unidades (quantidade) que suportam o custo da edificação, declaradas na coluna 51 do referido quadro.

3) quando não houver área construída dada em pagamento do terreno, as colunas 43 a 48 do referido quadro serão canceladas.

4) no caso de a coluna 51 do referido quadro apresentar valor nulo, a linha correspondente (desde a coluna 43 a 48) deve ser declarada também com valor nulo, dispensadas as operações de cálculo indicadas.

6.4 Atualização dos custos da construção para arquivamento no Ofício de Registro de Imóveis

6.4.1 Considerações gerais

Projeto NBR 12721:2005 11

A avaliação do custo global da obra e dos custos das unidades autônomas só é considerada atualizada, em certo mês, para fins de arquivamento no Registro Geral de Imóveis, se baseada em custo unitário básico e demais custos, relativos ao próprio mês ou a um dos dois meses anteriores.

6.4.2 Justificação

Atender ao inciso II do art. 53, da Lei 4.591/64, e normalizar a execução do orçamento que deve constar do contrato de construção por administração, nos termos do art. 59, da Lei 4.591/64.

6.4.3 Orçamento

6.4.3.1 Neste documento onde se registram as operações de cálculo de custo da construção, somando todas as despesas correspondentes à execução de todos os serviços previstos nas especificações técnicas e constantes da discriminação orçamentária apresentada no Anexo B.

6.4.3.2 Para este orçamento, recomenda-se a utilização do modelo indicado na Figura 1 – Memória de Cálculo do Custo Unitário Básico, apresentada a seguir.

SINDICATO ————————————————————————————-
MEMÓRIA DE CÁLCULO DO CUSTO UNITÁRIO BÁSICO (Conforme NBR 12.721)
PROJETO-PADRÃO Designação
CALCULADO POR: PROFISSIONAL RESPONSÁVEL
PELO CÁLCULO:
LOTES BÁSICOS UNIDADE QUANTIDADE PREÇO ORIGEM DO SUBTOTAL
(POR m2 DE CONSTRUÇÃO) (POR m2) UNITÁRIO PREÇO (R$/m2)
(R$/m2)

O
DE
OBR
A MÃO-DE-OBRA (TOTAL) R$ /m2
MAT
E
RI
AI
S
MATERIAIS (TOTAL) R$ /m2
CUSTO UNITÁRIO BÁSICO (Total Geral) R$ /m2

Observação: Os preços são para materiais postos na obra, no perímetro urbano, e inclusive impostos, taxas, carreto e frete.

Figura 1 – Memória do cálculo do custo unitário básico para uso dos Sindicatos da Construção Civil

MÊS:

6.4.3.3 As despesas de execução de cada serviço são determinadas como o produto da quantidade de serviço efetivamente medido no projeto pelo respectivo custo unitário, acrescido do que se estimar necessário, a fim de compensar eventuais aumentos de custo no semestre subseqüente.

6.4.3.4 Os custos unitários dos serviços são calculados aos preços vigentes na data do orçamento, utilizando-se as composições de custo que, no entender do responsável pela construção, sejam as mais adequadas a cada caso.

6.4.3.5 As quantidades de serviço que, por falta do projeto completo disponível nessa ocasião, não puderem ser levantadas por medição em plantas, serão estimadas por processo aproximado de uso corrente.

6.4.3.6 O montante do orçamento calculado para figurar em contratos, nas construções por administração, lavrados antes do término das fundações, não pode ser inferior ao da estimativa feita a partir dos custos unitários básicos e arquivado no Registro Geral de Imóveis.

6.4.4 Orçamento atualizado

Considera-se o orçamento como “atualizado” quando estiver baseado nos preços vigentes no mês do contrato ou relativos a um dos dois meses anteriores.

6.5 Critérios e procedimentos para revisão de orçamento de custo de construção nos contratos por administração

6.5.1 Justificação

Permitir a revisão do orçamento para atender ao disposto no art. 60, da Lei 4.591/64.

12 Projeto NBR 12721:2005

6.5.2 Considerações gerais

6.5.2.1 Em qualquer revisão, o montante do orçamento do custo da obra é a soma de duas parcelas: despesas já efetuadas e despesas a realizar.

6.5.2.2 As despesas já efetuadas são representadas pelo total das importâncias despendidas para a construção, neste total, incluídos os valores dos materiais já pagos e em estoque e o dos adiantamentos eventualmente feitos a empreiteiros e a fornecedores.

6.5.3 Cálculo da quantidade a realizar de cada serviço

O cálculo da quantidade de cada serviço a realizar é feito a partir da medição no projeto da quantidade total de serviço, subtraindo-se deste total a quantidade do serviço efetivamente realizada, levantada no local da obra.

6.5.4 Cálculo das despesas a realizar para a conclusão da obra
6.5.4.1 Este cálculo é feito pelo mesmo processo indicado adiante para o cálculo de “orçamento de custo de construção que deve constar nos contratos de construção por administração”. Deve ser utilizado o modelo da Figura 2 – Revisão do Orçamento do Custo da Construção, apresentada a seguir.

6.5.4.2 As despesas para conclusão de cada serviço ou para sua execução completa, se este ainda não foi iniciado, são determinadas, individualmente, multiplicando-se a quantidade a executar, na data da revisão, pelo respectivo custo unitário, deduzindo-se do resultado o valor atualizado do estoque de material para o serviço considerado, se já pago, e os adiantamentos eventualmente feitos a empreiteiros ou a fornecedores.

6.5.5 Revisão da estimativa de custo da obra

A estimativa de custo revista pode ser representada pela seguinte expressão:

Ec = De + Dr
Onde:
Dr é igual a (Mo – Me) c.i + Vr + Df – E – A;
Ec é igual à estimativa de custo atualizada;
De é igual às despesas já efetuadas;
Dr é igual às despesas a realizar;
Mo é igual à quantidade total de cada serviço, medida no projeto;
Me é igual à quantidade executada de cada serviço, medida na obra;
c é igual ao custo unitário atualizado de cada serviço;
i é igual ao coeficiente para atender ao aumento de custo previsível no semestre subseqüente;
Vr é igual ao valor atualizado de itens do orçamento ainda não realizados e considerados por estimativa global (verba);
Df é igual às despesas a pagar, referentes aos serviços já realizados ou aos materiais em estoque;
E é igual ao valor atualizado, estimado, dos materiais já pagos, em estoque e
A é igual aos adiantamentos feitos a empreiteiros ou a fornecedores.

6.5.6 Prazos para as revisões da estimativa de custo Na forma dos art. 59 e 60, da Lei 4.591/64, as revisões da estimativa de custo nas construções por administração devem ser feitas pelo menos semestralmente, a contar da data da assinatura do primeiro contrato de construção por administração, atinente à incorporação.

7 Rateio do custo da construção

7.1 Critério de rateio do custo de construção

O custo de construção nas incorporações em condomínio deve ser rateado de acordo com o critério de proporcionalidade das áreas equivalentes, conforme disposto no item seguinte.

7.1.1 Critério de proporcionalidade das áreas equivalentes

A cota de construção ou coeficiente de proporcionalidade é calculado pela proporção entre a área equivalente em área de custo padrão total da unidade autônoma e a área equivalente em área de custo padrão global da edificação.

 

Cc =
AEqG
AEqI
Onde:
Cc é igual à cota de construção;
A EqI é igual à area equivalente em área de custo padrão da unidade “i” considerada; e
A EqG é igual à área equivalente em área de custo padrão global da edificação.

7.2 Cálculo do re-rateio do coeficiente de construção No caso da existência de unidades ou parte destas dadas em pagamento do terreno, os coeficientes correspondentes a estas unidades deverão ser redistribuídos entre as demais unidades autônomas na proporção de seus coeficientes de construção, utilizando-se, para isso, as colunas auxiliares (43, 44, 45, 46 e 47) do Quadro IV-A, do Anexo A.

8 Critérios para coleta de preços e cálculo de custos unitários básicos (CUB) de construção, para uso dos sindicatos da indústria da construção civil (art. 54)

8.1 Justificação

Estabelecer as características de diferentes projetos selecionados, tendo em vista o disposto no art.53, da Lei 4.591/64; fornecer os lotes básicos de materiais e mão-de-obra, por metro quadrado, levantados a partir dos respectivos projetos; indicar o modo de obtenção dos preços dos insumos que serão aplicados aos coeficientes físicos e determinar o método pelo qual deverão ser calculados os custos unitários básicos a serem divulgados mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil, nos termos do art. 54 da mesma Lei.

Nota: Os custos unitários básicos resultantes dos projetos regionalizados também devem seguir as normas de obtenção de preços, bem como a metodologia de cálculo, determinadas a seguir.

8.2 Projetos-padrão

Para representar os diferentes tipos de edificação, usualmente objeto de incorporações, são considerados nesta Norma os projetos adiante definidos por suas características principais e acabamentos, conforme a tabela 1.

Residência Padrão Baixo
Residência Padrão Normal
Residência Padrão Alto (R1-B) (R1-N) (R1-A)
Residência composta de dois Residência composta de três
Residência composta de quatro dormitórios, sala, banheiro, dormitórios, sendo um suíte dormitórios, sendo um suíte
cozinha e área para tanque. com banheiro, banheiro social, com banheiro e closet, outro
sala,circulação, cozinha , área com banheiro, banheiro social,
de serviço com banheiro e sala de estar, sala de jantar e
varanda (abrigo para automóvel). sala íntima, circulação, cozinha
área de serviço completa e
varanda (abrigo para automóvel).
Área Real: 58,64 m2 Área Real: 106,44 m2 Área Real: 224,82 m2
Residência composta de dois dormitórios, sala, banheiro e cozinha.
Área Real: 39,56 m2
Tabela 1 – Características principais dos projetos-padrão:
Residência Unifamiliar
Residência Popular (RP1Q)

14 Projeto NBR 12721:2005

Composição do edifício: Pavimento térreo e quatro pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Pavimento térreo:
Hall, escada e quatro apartamentos por andar com dois dormitórios, sala, banheiro, cozinha e
área de serviço. Na área externa estão localizados o cômodo da guarita com banheiro e central de
medição.
Pavimento tipo:
Hall, escada e quatro apartamentos por andar com dois dormitórios, sala, banheiro, cozinha e
área de serviço.
Área Real: 991,45 m2
Composição do edifício: Pavimento térreo e três pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Pavimento térreo:
Hall de entrada, escada e quatro apartamentos por andar com dois dormitórios, sala, banheiro,
cozinha e área de serviço. Na área externa estão localizados o cômodo de lixo, guarita, central
de gás, depósito com banheiro e dezesseis vagas descobertas.
Pavimento tipo:
Hall de circulação, escada e quatro apartamentos por andar com dois dormitórios, sala,
banheiro, cozinha e área de serviço.
Área Real: 1.415,07 m2
Composição do edifício: Garagem, pilotis e quatro pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, trinta e duas vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo, depósito e
instalação sanitária.
Pilotis
Escada, elevadores,hall de entrada, salão de festas, copa, dois banheiros, central de gás
e guarita
Pavimento tipo:
Hall de circulação, escada, elevadores e quatro apartamentos por andar com três dormitórios,
sendo um suíte, sala estar/jantar, banheiro social, cozinha e área de serviço com banheiro.
e varanda.
Área Real: 2.590,35 m2
Prédio Popular – Padrão Baixo (PP- B)
Residência Multifamiliar
Prédio Popular – Padrão Normal (PP – N)
Projeto de Interesse Social (PIS)

Tabela 1 (continuação)

Projeto NBR 12721:2005 15
Composição do edifício: Pavimento térreo e sete pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos
Pavimento térreo:
Hall de entrada, elevador, escada e quatro apartamentos por andar com dois dormitórios, sala,
banheiro, cozinha e área para tanque. Na área externa estão localizados o cômodo de lixo e
trinta e duas vagas descobertas.
Pavimento tipo:
Hall de circulação, escada e quatro apartamentos por andar com doisdormitórios, sala,
banheiro, cozinha e área para tanque.
Área Real: 2.801,64 m2
Composição do edifício:
Garagem, pilotis e oito pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, sessenta e quatro vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo depósito
e instalação sanitária.
Pilotis
Escada, elevadores, hall de entrada, salão de festas, copa, dois banheiros, central de gás
e guarita
Pavimento tipo:
Hall de circulação, escada, elevadores e quatro apartamentos por andar com três dormitórios,
sendo um suíte, sala estar / jantar, banheiro social, cozinha e área de serviço com banheiro
e varanda.
Área Real: 5.998,73 m2
Composição do edifício:
Garagem, pilotis e oito pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, quarenta e oito vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo, depósito
e instalação sanitária .
Pilotis
Escada, elevadores,hall de entrada, salão de festas, salão de jogos, copa, dois banheiros, central
de gás e guarita.
Pavimento tipo:
Halls de circulação, escada, elevadores e dois apartamentos por andar quatro dormitórios,
sendo um suíte com banheiro e closet, outro com banheiro, banheiro social, sala de estar,
sala de jantar e sala íntima, circulação, cozinha , área de serviço completa e varanda.
Área Real: 5.917,79 m2
R8 – Padrão Baixo (R8 – B)
R8 – Padrão Normal (R8 – N)
Residência Multifamiliar
Tabela 1 (continuação)
R8 – Padrão Alto (R8 – A)

16 Projeto NBR 12721:2005
Composição do edifício:
Garagem, pilotis e dezesseis pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, cento e vinte e oito vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo depósito
e instalação sanitária..
Pilotis
Escada, elevadores,hall de entrada, salão de festas, copa, dois banheiros, central de gás
e guarita
Pavimento tipo:
Hall de circulação, escada, elevadores e quatro apartamentos por andar com três dormitórios,
sendo um suíte, sala estar/jantar, banheiro social, cozinha e área de serviço com banheiro
e varanda.
Área Real: 10.562,07 m2
Composição do edifício:
Garagem, pilotis e dezesseis pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, noventa e seis vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo, depósito
e instalação sanitária .
Pilotis
Escada, elevadores,hall de entrada, salão de festas, salão de jogos, copa, dois banheiros, central
de gás e guarita.
Pavimento tipo:
Halls de circulação, escada, elevadores e dois apartamentos por andar quatro dormitórios, sendo
um suíte com banheiro e closet, outro com banheiro, banheiro social, sala de estar, sala de jantar
e sala íntima, circulação, cozinha , área de serviço completa e varanda.
Área Real: 10.461,85 m2
R16 – Padrão Alto (R16 – A)
Tabela 1 (continuação)
R16 – Padrão Normal (R16 – N)
Residência Multifamiliar

Projeto NBR 12721:2005 17
Composição do edifício:
Garagem, pavimento térreo e oito pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, sessenta e quatro vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo, depósito
e instalação sanitária .
Pavimento térreo:
Escada, elevadores, hall de entrada e lojas.
Pavimento tipo:
Halls de circulação, escada, elevadores e oito salas com sanitário privativo por andar.
Área Real: 5.942,94 m2
Composição do edifício:
Garagem, pavimento térreo e dezesseis pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, cento e vinte e oito vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo, depósito
e instalação sanitária .
Pavimento térreo :
Escada, elevadores, hall de entrada e lojas.
Pavimento tipo:
Halls de circulação, escada, elevadores e oito salas com sanitário privativo por andar.
Área Real: 9.140,57 m2
Composição do edifício: Garagem, pavimento térreo e oito pavimentos tipo.
Descrição dos pavimentos:
Garagem
Escada, elevadores, sessenta e quatro vagas de garagem cobertas, cômodo de lixo, depósito
e instalação sanitária.
Pavimento térreo:
Escada, elevadores, hall de entrada e lojas.
Pavimento tipo:
Halls de circulação, escada, elevadores e oito andares corridos com sanitário privativo por andar.
Área Real: 5.290,62 m2
Área composta de um galpão com área administrativa, dois banheiros, um vestiário e
um depósito.
Área Real: 1.000,00 m2
Galpão Industrial (GI)
Comercial Andar Livre (CAL- 8)
Comercial Salas e Lojas (CSL -16)
Comercial Salas e Lojas (CSL – 8)
Edificação Comercial (Padrões Normal e Alto)

Tabela 1 (conclusão)

18 Projeto NBR 12721:2005

8.2.1 Enquadramento dos projetos-padrão

Para as composições dos orçamentos dos projetos-padrão, foram utilizadas as características de acabamento constantes das tabela 2 e 3 a seguir:

Tabela 2 – Especificações dos acabamentos nos orçamentos dos projetos-padrão residenciais

Acabamento Padrão
Serviço / local Alto Normal Baixo
Portas:
– Externas e Internas Sociais Madeira maciça lisa encerada Madeira compensada lisa, com Madeira, semi-oca, com
Batente e guarnição de madeira 3,5 cm de espessura, pintura 3,5 cm de espessura, sem
para cera esmalte acetinado fosco pintura de acabamento
Batente e guarnição de madeira Batente de ferro pintura
para pintura esmalte esmalte
Ferragens: ferro cromado Ferragens: ferro cromado Ferragens: ferro cromado
pesado médio leve
– Externas e internas de serviço Madeira maciça lisa encerada Madeira compensada lisa, com Madeira, semi-oca, com
Batente e guarnição de madeira 3,5 cm de espessura, pintura 3,5 cm de espessura, sem
para cera esmalte acetinado fosco pintura de acabamento
Batente e guarnição de madeira Batente de ferro pintura
para pintura esmalte esmalte
Ferragens: ferro cromado Ferragens: ferro cromado Ferragens: ferro cromado
pesado médio leve
– Fechadura para portas internas fechadura para tráfego fechadura para tráfego fechadura para tráfego
moderado, tipo VI (70mm), moderado, tipo IV (55mm), em moderado, tipo II (40mm),
em ferro com acabamento ferro com acabamento em zamak
cromo-acetinado cromado
– Fechadura para portas de entradas fechadura para tráfego fechadura para tráfego fechadura para tráfego
moderado, tipo VI (70mm), em moderado, tipo IV (55mm), em moderado, tipo II (40mm),
ferro com acabamento ferro com acabamento cromado em zamak
cromo-acetinado
Janelas e Basculantes Alumínio anodizado bronze Alumínio anodizado cor Esquadria de ferro de chapa
perfis linha 30 natural padronizado perfis dobrada nº 18, para
linha 25, com vidro pintura esmalte sintético, com
Vidro liso/fantasia 4 mm liso/fantasia 4 mm vidro liso/fantasia 4 mm
– Janela de ferro Perfil de chapa dobrada n.º 20, Perfil de chapa dobrada n.º 20, Perfil de chapa dobrada n.º 20,
com tratamento em fundo com tratamento em fundo com tratamento em fundo
anticorrosivo e acabamento anticorrosivo e acabamento anticorrosivo e acabamento
em pintura esmalte brilhante. em pintura esmalte brilhante. em pintura esmalte brilhante.
Peitoris Granito cinza Mauá e = 2 cm Concreto Concreto
com pingadeira
Impermeabilização de:
– Pisos de banheiros, cozinhas, Argamassa cimento e areia e Argamassa cimento e areia e Argamassa cimento e areia e
lajes e áreas de serviço pintura com tinta de base pintura com tinta de base pintura com tinta de base
betuminosa betuminosa betuminosa
– Lajes de cobertura, cobertura Manta asfáltica pré-fabricada Manta asfáltica pré-fabricada Manta asfáltica pré-fabricada
da casa de máquinas
– Caixa d’água Argamassa rígida Argamassa rígida Argamassa rígida
Acessórios sanitários de:
– Banheiros Bacia sanitária com caixa Bacia sanitária com caixa Bacia sanitária com caixa de
acoplada e cuba em louça de acoplada e cuba em louça de descarga não acoplada
cor- modelo especial cor- modelo simples
Metais de luxo (água quente e Metais simples (água quente e Metais simples (água fria)
fria); ducha manual fria)
Bancada de granito cinza Mauá Bancada de mármore branco Lavatório de louça branca sem
e=3 cm com cuba de louça em e= 2 cm com cuba de louça em coluna
cor cor
Acessórios de justapor de Acessórios de justapor simples Acessórios de embutir de
luxo louça branca
Nota:
No orçamento analítico devem-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.

Projeto NBR 12721:2005 19
Acabamento Padrão
Serviço / local Alto Normal Baixo
– Cozinha Bancada de granito/cuba inox/ Bancada de mármore branco, Bancada de mármore sintético
metais de luxo (água quente e medida padronizada/cuba com cuba de mármore sintético
fria) simples inox/metais cromados metais simples (água fria)
simples (água fria)
– Áreas de serviço Tanque de louça de luxo/metais Tanque de louça simples sem Tanque de mármore sintético/
cromados de luxo coluna/metais cromados metais simples
simples
– Banheiro de empregada Lavatório de louça colorida Lavatório de louça colorida Lavatório de louça branca
com coluna sem coluna sem coluna
Metais cromados simples Metais cromados simples Metais simples (água fria)
(água fria) (água fria)
Bacia sanitária colorida com Bacia sanitária colorida com Bacia sanitária branca com
caixa acoplada caixa acoplada caixa de descarga não acoplada
Acessórios de justapor simples Acessórios de justapor simples Acessórios de embutir de
louça simples
Pisos e rodapé de:
– Salas, quarto e circulação Frisos de madeira (tábua Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada
corrida) raspados e resinados 40cm x 40cm 20cm x 20cm
– Banheiros Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada
30cm x 30cm 20cm x 20cm 20cm x 20cm
– Cozinha e área Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada
30cm x 30cm 30cm x 30cm 20cm x 20cm
– WC empregada Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada
30cm x 30cm 20cm x 20cm 20cm x 20cm
– Quarto de empregada ou Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada Cerâmica esmaltada
depósito 30cm x 30cm 20cm x 20cm 20cm x 20cm
– Pilotis Lajota de pedra São Tomé Ladrilho de pedra ardósia Cimentado desempenado
– Escadas Cimentado anti-derrapante Cimentado anti-derrapante Cimentado anti-derrapante
– Hall de entrada (portaria) Granito Ladrilho de pedra ardósia Ladrilho de pedra ardósia
– Hall de pavimentos Granito Ladrilho de pedra ardósia Ladrilho de pedra ardósia
Revestimento interno –
paredes de :
– Salas, quartos e circulação Chapisco e massa única Chapisco e massa única Chapisco e massa única
– Cozinha, área e banheiros placa cerâmica (azulejo) de placa cerâmica (azulejo) de placa cerâmica (azulejo) de
dimensão 15cm x 15cm, PEI II, dimensão 15cm x 15cm, PEI II, dimensão 15cm x 15cm, PEI II,
na cor branca. na cor branca. na cor branca.
– Piso cerâmico placa cerâmica, dimensões placa cerâmica, dimensões placa cerâmica, dimensões
40cm x 40cm, PEI II 20cm x 20cm e 30cm x 30cm, 20cm x 20cm e 30cm x 30cm,
PEI III PEI III
– Hall de entrada e hall de Chapisco e massa única Chapisco e massa única Chapisco e massa única
pavimentos
– Banheiro de empregada Azulejos brancos 15cm x 15cm Azulejos brancos 15cm x 15cm Azulejos brancos 15cm x 15cm
Nota:
No orçamento analítico deve-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.
Tabela 2 (continuação)

20 Projeto NBR 12721:2005
Acabamento Padrão
Serviço / local Alto Normal Baixo
Revestimento interno – tetos:
– Salas, quartos e circulação Chapisco e massa única Chapisco e massa única Chapisco e massa única
cozinha e área
– Banheiros Forro de placas de gesso Forro de placas de gesso Forro de placas de gesso
– Banheiro de empregada Forro de placas de gesso Forro de placas de gesso Forro de placas de gesso
– Hall de entrada e hall de Forro de placas de gesso Forro de placas de gesso Forro de placas de gesso
pavimentos
Revestimentos externos de:
– Fachada principal Chapisco, massa única Chapisco, massa única, textura Chapisco, massa única e
pastilha vitrificada 5cm x 5cm acrílica; cerâmica 10cm x 10cm tinta à base de PVA
em 35% da fachada
– Fachada secundária Chapisco, massa única, textura Chapisco, massa única, textura Chapisco, massa única e
acrílica; pastilha vitrificada acrílica tinta à base de PVA
5cm x 5cm em 35% da fachada
Cobertura:
– Telhado com madeiramento Chapa ondulada de cimento Chapa ondulada de cimento Chapa ondulada de cimento
amianto com estrutura de amianto com estrutura de amianto com estrutura de
madeira madeira madeira
Pintura de tetos em:
– Salas, quartos, quarto de Tinta acrílica sobre massa Tinta à base de PVA sobre Tinta à base de PVA
empregada, circulação corrida massa corrida
– Banheiros, cozinha, área de Tinta acrílica sobre massa Tinta à base de PVA sobre Tinta à base de PVA
serviço corrida massa corrida
– Escadas Tinta à base de PVA Tinta à base de PVA Tinta à base de PVA
– Portaria e hall dos pavimentos Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre Tinta à base de PVA
massa corrida
– Pilotis Tinta acrílica Tinta à base de PVA Tinta à base de PVA
Pintura de paredes em:
– Salas, quartos, quarto de Tinta acrílica sobre massa Tinta à base de PVA sobre Tinta à base de PVA
empregada, circulação corrida massa corrida
– Escadas Pintura texturizada Pintura texturizada Pintura texturizada
– Portaria e hall dos Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre Tinta à base de PVA
pavimentos massa corrida
Nota:
No orçamento analítico devem-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.
Tabela 2 (conclusão)

Projeto NBR 12721:2005 21
Tabela 3 – Especificações dos acabamentos nos orçamentos dos projetos-padrão comerciais,
galpão industrial e residência popular
Acabamento
Serviço / local Alto Normal
COMERCIAIS
Portas:
– Externas e Internas Madeira maciça lisa encerada Madeira compensada lisa, com
Batente e guarnição de madeira 3,5 cm de espessura, com
para cera pintura esmalte acetinado fosco
Batente e guarnição de madeira
para pintura esmalte
Ferragens: ferro cromado Ferragens: ferro cromado
pesado médio
Janelas e Basculantes Alumínio anodizado bronze Alumínio anodizado cor
Perfis linha 30 natural- perfis linha 25
Vidro liso/fantasia 4 mm Vidro liso/fantasia 4 mm
Peitoris Granito cinza Mauá e= 2 cm com Concreto
pingadeira
Impermeabilização de:
– Piso de banheiro Argamassa cimento e areia e Argamassa cimento e areia e
pintura com tinta de base pintura com tinta de base
betuminosa betuminosa
– Lajes de cobertura Manta asfáltica pré-fabricada Manta asfáltica pré-fabricada
– Caixa d’água Argamassa rígida Argamassa rígida
– Acessórios sanitários de
banheiros Bacia sanitária com caixa Bacia sanitária com caixa
acoplada e cuba em louça de acoplada e cuba em louça de
cor- modelo especial cor- modelo simples
Metais de luxo (água fria) Metais simples (água fria)
Bancada de granito cinza Mauá Bancada de mármore branco
e= 3 cm com cuba de louça de e= 2 cm com cuba de louça de
cor cor
Acessórios de justapor de Acessórios de justapor simples
luxo
Pisos e rodapés
– Salas Contrapiso Contrapiso
– Lojas Contrapiso Contrapiso
– Banheiros Granito cinza Mauá e= 1,5 cm Cerâmica esmaltada 30cm x 30cm
– WC serviço Cerâmica esmaltada 30cm x 30cm Cerâmica esmaltada 20cm x 20cm

Nota:

No orçamento analítico devem-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.

Padrão
22 Projeto NBR 12721:2005
Acabamento
Serviço / local Alto Normal
Cobertura
– Telhado com madeiramento Chapa ondulada de cimento Chapa ondulada de cimento
amianto com estrutura de amianto com estrutura de
madeira madeira
Pintura de tetos
– Salas e lojas Tinta à base de PVA Tinta à base de PVA
– Banheiros Tinta à base de PVA sobre Tinta à base de PVA sobre
massa corrida massa corrida
– Escadas Tinta à base de PVA Tinta à base de PVA
– Portaria e hall dos pavimentos Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre
massa corrida
– Pilotis Tinta acrílica Tinta à base de PVA
– Garagem Tinta à base de PVA Caiação
Pintura de paredes
– Salas e lojas Tinta à base de PVA Tinta à base de PVA
– Escadas Tinta à base de PVA sobre Pintura texturizada
massa corrida
– Portaria e hall dos Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre
pavimentos massa corrida
– Pilotis Tinta acrílica Tinta à base de PVA sobre
massa corrida
Nota:
No orçamento analítico devem-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.
Tabela 3 (continuação)
Padrão

Projeto NBR 12721:2005 23
Acabamento Padrão
Serviço / local
GALPÃO INDUSTRIAL
Portas:
– Externas Esquadria de ferro de chapa dobrada com pintura esmalte
– Internas Madeira compensada lisa, com 3,5 cm de espessura, pintura esmalte acetinado fosco
Ferragens: ferro cromado
Janelas e Basculantes Esquadria de ferro de chapa dobrada nº 18 com pintura esmalte
Peitoris Concreto
Acessórios sanitários de Bacia sanitária com caixa acoplada branca
banheiros
Lavatório de louça branca sem coluna
Metais simples (água fria)
Acessórios de embutir de louça branca
Pisos e Rodapés
– Vestiários Cerâmica esmaltada 20 cm x 20 cm
– Escritório Carpete de 4 mm
– Área livre Cimentado liso
Revestimentos internos –
de paredes
– Vestiários Azulejos brancos 15 cm x 15 cm
– Escritório Chapisco e massa única
– Área livre Barra lisa até h= 1,50 m; acima chapisco e massa única
Nota:
No orçamento analítico devem-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.
Tabela 3 (continuação)

24 Projeto NBR 12721:2005
Acabamento Padrão
Serviço / local
Revestimentos internos –
de tetos
– Vestiários Chapisco e massa única
– Escritório Chapisco e massa única
Revestimentos externos Chapisco e massa única
Pintura de tetos
– Vestiários Tinta à base de PVA
– Escritório Tinta à base de PVA
Pintura de paredes
– Vestiários Tinta à base de PVA
– Escritório Tinta à base de PVA
– Área livre Esmalte até h= 1,50 m; acima tinta à base de PVA
Pintura externa Tinta à base de PVA
Cobertura
– Telhado com madeiramento Chapa metálica trapezoidal 0,50 mm sobre estrutura metálica
Nota:
No orçamento analítico devem-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo
utilizado ou componente.
Tabela 3 (continuação)

Projeto NBR 12721:2005 25
Acabamento Padrão
Serviço / local
RESIDÊNCIA POPULAR
Portas:
– Externas e internas Madeira, semi oca, com espessura de 3,5 cm, sem pintura de acabamento
Batente de ferro para pintura esmalte
Ferragens: ferro polido leve
– Fechadura para portas internas fechadura para tráfego moderado, tipo I (40mm), em zamak.
Janelas e Basculantes Esquadria de ferro de chapa dobrada nº 20 com pintura esmalte
Peitoris Concreto
Acessórios sanitários de Bacia sanitária com caixa de descarga não acoplada
banheiros
Torneiras e pertences de PVC branco (água fria)
Lavatório de louça branca sem coluna
Acessórios de embutir de louça branca
Pisos e Rodapés
– Salas Cimentado desempenado
– Banheiros Cimentado queimado colorido
– Cozinhas Cimentado queimado colorido
– Quartos / Circulação Cimentado desempenado
Revestimentos internos –
de paredes
– Salas Chapisco e massa única
– Banheiros Azulejo branco 15 cm x 15 cm nas paredes do box do chuveiro; chapisco e massa
única no restante
Nota:
No orçamento analítico devem-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.
Tabela 3 (continuação)

26 Projeto NBR 12721:2005
Acabamento Padrão
Serviço / local
– Cozinhas Chapisco e massa única; duas fiadas de azulejo branco 15 cm x 15 cm sobre a
bancada da pia
– Quartos / Circulação Gesso em pó
Revestimentos internos –
de tetos
– Banheiros Chapisco e massa única
– Circulação Chapisco e massa única
Revestimentos externos Massa raspada pigmentada
Cobertura
– Telhado com madeiramento Chapa ondulada de cimento amianto sobre estrutura de madeira
Pintura de tetos
– Banheiros Tinta à base de PVA
– Circulação Tinta à base de PVA
Pintura de paredes
– Salas Tinta à base de PVA
– Banheiros Tinta à base de PVA
– Cozinha Tinta à base de PVA
– Quartos/circulação Tinta à base de PVA
Nota:
No orçamento analítico deve-se constar as respectivas referências normativas de cada insumo utilizado ou componente.

Tabela 3 (conclusão)

8.2.1.1 Especificação dos serviços de acabamentos (conforme tabelas 2 e 3)

8.2.1.1.1 Impermeabilização

a) com argamassa de cimento, areia e pintura com tinta de base betuminosa: impermeabilização de pisos mediante a aplicação de argamassa de cimento e areia, impregnação com emulsão especial de base asfáltica e pintura com duas demãos de tinta de base asfáltica;

b) com manta asfáltica pré-fabricada: impermeabilização executada com produto impermeável industrializado, obtido por calandragem, extrusão ou outros processos, com características definidas em forma de mantas que são estendidas e unidas na obra, tendo espessura mínima de 3 mm em lajes de cobertura e 4 mm em lajes com trânsito; e

c) com argamassa rígida: impermeabilização por meio de aplicação de argamassa de cimento polimérico sobre uma camada de separação de papel kraft betumado.

8.2.1.1.2 Revestimentos de pisos

a) frisos de madeira (tábua corrida) raspados e calafetados: assentamento de tábuas (frisos) de ipê de 15 cm de largura, do tipo macho e fêmea, por meio de argamassa de cimento e areia para fixação de barrotes de seção trapezoidal (granzepes), onde são pregadas por cravação oblíqua de pregos de dimensões apropriadas; os vazios entre os barrotes são preenchidos com areia, cimento ou concreto celular; o piso é posteriormente raspado e as juntas são vedadas; a seguir, são pregados os rodapés de madeira ipê, com 7 cm de altura, sobre tacos de madeira previamente embutidos na alvenaria;

b) carpete e forração têxtil: aplicação de revestimento têxtil agulhado de aparência compacta, lisa e plana (forração) e espessura de 4 mm; a aplicação é feita sobre base e camada de argamassa de regularização através de adesivo ou cola apropriada (de contato), sem rodapé;

c) granito: revestimento com peças de espessura de 1,5 cm de granito cinza Mauá de forma regular com dimensões de 40 cm x 40 cm (lajotas), assentadas com argamassa sobre base regularizada, com posterior vedação das juntas, com rodapé do mesmo material, h = 7 cm;

d) placas cerâmicas ou ladrilhos cerâmicos: assentamento de peças de espessura delgada, produzidas em cerâmica, com acabamento esmaltado; o assentamento é executado com argamassa ou pasta de cimentocolante sobre base e camada de argamassa de regularização de piso; juntas são posteriormente vedadas com argamassa de rejunte pré-fabricada em tonalidade próxima à da cerâmica; os coeficientes de resistência mecânica mínimos são os seguintes: para cerâmicas 30 cm x 30 cm e 40 cm x 40 cm => PEI-4; para cerâmicas 20 cm x 20 cm => PEI-3; haverá rodapé h = 7 cm em todos os ambientes que não forem azulejados;

e) lajota de pedra ornamental tipo São Tomé: revestimento com peças de espessura delgada de forma regular com dimensões de 40 cm x 40 cm de pedra natural do tipo quartzito de tonalidade clara, assentadas com argamassa sobre base regularizada, com posterior vedação das juntas, com rodapé do mesmo material, h = 7 cm;

f) ladrilho de pedra ornamental tipo ardósia: revestimento com peças de espessura delgada de forma regular com dimensões de 30 cm x 30 cm de pedra natural do tipo metamórfica de tonalidade verde clara, assentadas com argamassa sobre base regularizada e posterior vedação das juntas, com rodapé do mesmo material, h = 7 cm; e

g) cimentado: revestimento final de piso executado pela aplicação de argamassa de cimento e areia sobre base ou laje de concreto, com os seguintes tipos de acabamento: alisado por desempenadeira, anti-derrapante por sarrafeamento, ou queimado pigmentado pela adição de uma última camada de cimento e pigmento em pó tipo xadrez, com rodapé cimentado h = 7 cm.

8.2.1.1.3 Revestimentos de paredes e tetos

a) chapisco: camada de argamassa aplicada sobre alvenaria ou concreto, com a finalidade de preparar esta superfície para receber o revestimento;
b) massa única: revestimento de um único tipo de argamassa (pré-fabricada ou não), aplicada diretamente sobre a superfície chapiscada, com acabamento desempenado para pintura;
c) placa cerâmica (azulejo): assentamento de azulejos cerâmicos com pasta de cimento-colante sobre parede previamente revestida com argamassa (emboço ou fundo de azulejo), com juntas a prumo, vedadas com argamassa pré-fabricada de rejunte;
d) pastilha vitrificada: assentamento com argamassa ou cola de ladrilhos vitrificados coloridos 5 cm x 5 cm, fornecidos em folhas de papel grosso, sobre parede previamente revestida com emboço (fundo), e vedação das juntas com argamassa de rejunte pré-fabricada, retirando-se o papel após a pega, por lavagem; e
e) massa raspada pigmentada: aplicação de produto industrializado constituído de massa pigmentada em paredes externas previamente chapiscadas, com acabamento desempenado aparente (sem pintura).

8.2.1.1.4 Pintura

a) pintura com tinta acrílica sobre massa corrida: aplicação de tinta em que o veículo permanente é constituído por resina polimérica acrílica, em duas demãos, sobre base preparada com produtos de nivelamento e correção de superfície por meio de desempenadeira, em uma demão (massa corrida acrílica);

b) pintura com tinta à base de PVA sobre massa corrida: aplicação de tinta látex em que o veículo permanente é constituído por resina de acetato de polivinila, em duas demãos, sobre base preparada com produto de nivelamento e correção de superfície por meio de desempenadeira, em uma demão (massa corrida PVA);
c) pintura texturizada: aplicação de uma demão de tinta do tipo “textura acrílica” pigmentada, própria para a obtenção de acabamento decorativo texturado (ou texturizado) de desenhos diversos, mediante a utilização de rolo de espuma ou de lã para textura;
d) pintura esmalte acetinado fosco sobre esquadrias de madeira: aplicação de tinta cujo veículo permanente é constituído por resina de nitrocelulose associada a outras substâncias, sobre esquadria de madeira, previamente preparada com produto de nivelamento e correção de superfície (fundo branco fosco);
e) pintura esmalte sintético brilhante sobre esquadrias de ferro: aplicação de tinta cujo veículo permanente é constituído por resina de nitrocelulose associada a outras substâncias, sobre esquadria de ferro, com prévia aplicação de fundo anti-corrosivo (primer);
f) caiação: aplicação de cal refinada para pintura em estado líquido, associada a produto fixador, sem colorizante, para aplicação em paredes internas ou externas, em três demãos.

8.3 Custos unitários básicos

8.3.1 Considerações gerais

Os custos unitários básicos devem ser calculados mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil para cada um dos projetos-padrão considerados em 8.2, que são, para esse fim, representados pelos lotes básicos de materiais, mão-de-obra, despesas administrativas e equipamentos indicados nas tabelas de 4 a 9.

28 Projeto NBR 12721:2005

Notas:

1) Os Sindicatos da Indústria da Construção Civil podem calcular os custos unitários básicos resultantes de projetos regionalizados de acordo com os lotes básicos de materiais, mão-de-obra e despesas administrativas resultantes destes, que devem estar disponíveis para consulta nos respectivos Sindicatos e no Registro de Títulos e Documentos da localidade.

2) Os projetos que deram origem a esta Norma estão disponíveis para consulta na Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, incluindo todos os projetos arquitetônicos, de estruturas, de instalações elétricas e hidráulicas, as medições, memórias de cálculo e demais documentos utilizados no estudo de que resultou o estabelecimento das disposições recomendadas no item 8.3.

8.3.2 Lotes básicos de materiais, mão-de-obra e despesas administrativas

As tabelas de 4 a 9 fornecem as quantidades de insumos, por metro quadrado de construção, derivados das relações completas de materiais, mão-de-obra, despesas administrativas e equipamentos, levantadas a partir das quantidades dos serviços considerados na formação do custo unitário básico dos projetos-padrão definidos em 8.2. Essas quantidades dos insumos foram extraídas do agrupamento de todos os insumos em famílias cujos itens são correlatos.

Nota: Nas regiões do país em que seja usual o emprego de materiais diferenciados, porém equivalentes em custo, fica facultado aos Sindicatos da Indústria da Construção Civil introduzir nas especificações de acabamentos as alterações adequadas, dando a necessária divulgação. Os respectivos coeficientes técnicos devem ser obtidos pelo critério do parágrafo anterior.

LOTE BÁSICO
(por m2 de construção) UN
R 1 PP 4 R 8 PIS*
MATERIAIS
Chapa compensado plastificado 18 mm x 2,20 m x 1,10 m m² 1,52370 0,81890 0,73791 0,69418
Aço CA-50 Ø 10 mm kg 18,27554 18,43505 22,47767 7,68513
Concreto fck= 20 MPa conv. br. 1 e 2 pré-misturado m³ 0,26159 0,27624 0,27877 0,09129
Cimento CP-32 II kg 56,39876 57,01434 52,85302 40,90577
Areia média m³ 0,17263 0,17548 0,16074 0,12619
Brita nº 02 m³ 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000
Tijolo de 8 furos 9 cm x 19 cm x 19 cm un 58,57867 59,86627 53,97314 0,00000
Bloco de concreto 19 cm x 19 cm x 39 cm un 0,00000 1,33506 0,93692 14,39994
Telha fibrocimento ondulada 6 mm x 2,44 m x 1,10 m m² 2,85888 0,40814 0,22567 0,20309
Porta interna semi-oca para pintura 0,60 m x 2,10 m un 0,11287 0,08683 0,10078 0,16744
Esquadrias de correr de alumínio anodizado natural m² 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000
Janela de correr de chapa dobrada m² 0,23984 0,31364 0,31399 0,18303
Fechadura interna média cromada un 0,11646 0,09275 0,08616 0,08541
Azulejo branco 15 cm x 15 cm m² 1,88628 1,81841 1,70188 0,19836
Tampo (bancada) de mármore branco 2,00 m x 0,60 m un 0,00706 0,00726 0,00724 0,03345
Placa de gesso 70 cm x 70 cm m² 2,47280 2,49632 2,52489 2,13677
Vidro liso transparente 4 mm colocado com massa m² 0,13199 0,17971 0,15809 0,10633
Tinta látex PVA l 1,99929 2,30474 2,20874 2,57219
Emulsão asfáltica impermeabilizante kg 1,23436 1,75321 1,57407 0,72716
Fio de cobre anti-chama, isolamento 750 V, # 2,5 mm² m 15,58924 36,12239 28,41523 35,19608
Disjuntor tripolar 70 A un 0,08438 0,36325 0,38520 0,43300
Bacia sanitária branca com caixa acoplada un 0,05680 0,03618 0,03327 0,03687
Registro de pressão cromado Ø 1/2″ un 0,18570 0,27810 0,26080 0,19898
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2″ m 0,01016 0,30352 0,18218 0,24006
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m 0,52306 0,58496 0,52834 0,54821
MÃO-DE-OBRA
Pedreiro h 27,34687 21,39713 20,59408 18,07540
Servente h 9,88561 8,70550 8,20031 6,53232
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Engenheiro h 1,65357 0,43272 0,39544 0,41008
EQUIPAMENTOS
Locação de betoneira 320 l dia 0,29075 0,26420 0,28142 0,14045
(*) A orçamentação e as especificações deste padrão foram baseadas nos projetos do Programa de
Arrendamento Residencial – PAR, da Caixa Econômica Federal.
Tabela 4 – Lotes Básicos – Projetos-padrão Residenciais – BAIXO
PADRÃO BAIXO

Projeto NBR 12721:2005 29
LOTE BÁSICO
(por m2 de construção) UN
R 1 PP – 4 R 8 R 16
MATERIAIS
Chapa compensado plastificado 18 mm x 2,20 m x 1,10 m m² 2,06587 1,32476 1,41934 1,29106
Aço CA-50 Ø 10 mm kg 17,73614 20,57302 28,25077 40,55080
Concreto fck= 20 MPa conv. br. 1 e 2 pré-misturado m³ 0,21322 0,26984 0,27124 0,29240
Cimento CP-32 II kg 91,21954 71,50453 65,35066 63,06191
Areia média m³ 0,29290 0,22327 0,20569 0,19819
Brita nº 02 m³ 0,07256 0,03511 0,02763 0,02370
Tijolo de 8 furos 9 cm x 19 cm x 19 cm un 85,94536 61,73841 62,45434 58,17648
Bloco de concreto 19 cm x 19 cm x 39 cm un 0,00000 1,74786 0,80649 0,45978
Telha fibrocimento ondulada 6 mm x 2,44 m x 1,10 m m² 2,10228 0,28011 0,12467 0,06420
Porta interna semi-oca para pintura 0,60 m x 2,10 m un 0,22341 0,18348 0,15582 0,15396
Esquadrias de correr de alumínio anodizado natural m² 0,09457 0,09733 0,08079 0,08303
Janela de correr de chapa dobrada m² 0,01171 0,05678 0,04238 0,03589
Fechadura interna média cromada un 0,11696 0,09364 0,04762 0,07820
Azulejo branco 15 cm x 15 cm m² 3,46560 2,63231 2,20026 2,21241
Tampo (bancada) de mármore branco 2,00 m x 0,60 m un 0,03095 0,02244 0,01744 0,01633
Placa de gesso 70 cm x 70 cm m² 0,00000 0,28097 0,26864 0,18465
Vidro liso transparente 4 mm colocado com massa m² 0,09062 0,12354 0,09885 0,10862
Tinta látex PVA l 2,31052 2,05648 2,11235 1,68294
Emulsão asfáltica impermeabilizante kg 0,71196 2,45260 1,73791 2,81405
Fio de cobre anti-chama, isolamento 750 V, # 2,5 mm² m 21,55887 26,86266 26,02849 26,20270
Disjuntor tripolar 70 A un 0,12142 0,23442 0,19043 0,16983
Bacia sanitária branca com caixa acoplada un 0,08250 0,07207 0,04195 0,06218
Registro de pressão cromado Ø 1/2″ un 0,33226 0,32554 0,19280 0,30818
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2″ m 0,00811 0,16327 0,12603 0,07847
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m 0,66394 0,55695 0,53120 0,45090
MÃO-DE-OBRA
Pedreiro h 33,14804 28,51535 26,20967 26,81466
Servente h 22,45622 19,58362 17,76466 17,73881
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Engenheiro h 1,55264 1,86139 0,86162 0,71042
EQUIPAMENTOS
Locação de betoneira 320 l dia 0,02976 0,02468 0,37911 0,35809
Tabela 5 – Lotes Básicos – Projetos-padrão Residenciais – NORMAL
PADRÃO NORMAL

30 Projeto NBR 12721:2005
LOTE BÁSICO
(por m2 de construção) UN
R 1 R 8 R 16
MATERIAIS
Chapa compensado plastificado 18 mm x 2,20 m x 1,10 m m² 4,92019 2,95868 3,03118
Aço CA-50 Ø 10 mm kg 22,27615 26,13533 35,47143
Concreto fck= 20 MPa conv. br. 1 e 2 pré-misturado m³ 0,28754 0,28252 0,30946
Cimento CP-32 II kg 106,09354 65,20692 65,75193
Areia média m³ 0,31685 0,19007 0,19193
Brita nº 02 m³ 0,07719 0,02260 0,01948
Tijolo de 8 furos 9 cm x 19 cm x 19 cm un 76,41129 53,59843 55,58133
Bloco de concreto 19 cm x 19 cm x 39 cm un 0,00000 0,56209 0,37642
Telha fibrocimento ondulada 6 mm x 2,44 m x 1,10 m m² 1,78204 0,11553 0,06189
Porta interna semi-oca para pintura 0,60 m x 2,10 m un 0,24864 0,24017 0,25047
Esquadrias de correr de alumínio anodizado natural m² 0,20008 0,15207 0,16019
Janela de correr de chapa dobrada m² 0,00810 0,05536 0,04338
Fechadura interna média cromada un 0,11091 0,10849 0,11283
Azulejo branco 15 cm x 15 cm m² 6,11149 4,33876 4,55683
Tampo (bancada) de mármore branco 2,00 m x 0,60 m un 0,07562 0,08212 0,08421
Placa de gesso 70 cm x 70 cm m² 0,00000 0,08114 0,20636
Vidro liso transparente 4 mm colocado com massa m² 0,16342 0,20499 0,21127
Tinta látex PVA l 2,76184 2,04550 1,88222
Emulsão asfáltica impermeabilizante kg 4,81569 2,55720 3,10029
Fio de cobre anti-chama, isolamento 750 V, # 2,5 mm² m 21,53486 32,17253 38,87111
Disjuntor tripolar 70 A un 0,09028 0,22978 0,17165
Bacia sanitária branca com caixa acoplada un 0,09259 0,15151 0,16120
Registro de pressão cromado Ø 1/2″ un 0,31830 0,28084 0,37981
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2″ m 0,00383 0,08105 0,09281
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m 0,48451 0,51893 0,45814
MÃO-DE-OBRA
Pedreiro h 36,95255 28,15432 28,48152
Servente h 25,57007 18,29811 18,66478
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Engenheiro h 1,46785 1,04890 0,69795
EQUIPAMENTOS
Locação de betoneira 320 l dia 0,04633 0,37717 0,31764
Tabela 6 – Lotes Básicos – Projetos-padrão Residenciais – ALTO
PADRÃO ALTO

Projeto NBR 12721:2005 31
LOTE BÁSICO
(por m2 de construção) UN
CAL- 8 CSL- 8 CSL-16
MATERIAIS
Chapa compensado plastificado 18 mm x 2,20 m x 1,10 m m² 1,43346 1,48058 1,84120
Aço CA-50 Ø 10 mm kg 33,30906 38,89402 58,69879
Concreto fck= 20 MPa conv. br. 1 e 2 pré-misturado m³ 0,37622 0,37187 0,52396
Cimento CP-32 II kg 69,51853 56,97828 75,29497
Areia média m³ 0,21617 0,18296 0,24308
Brita nº 02 m³ 0,04342 0,03197 0,04006
Tijolo de 8 furos 9 cm x 19 cm x 19 cm un 32,90100 46,51977 61,78883
Bloco de concreto 19 cm x 19 cm x 39 cm un 1,75147 0,99441 0,85634
Telha fibrocimento ondulada 6 mm x 2,44 m x 1,10 m m² 0,13878 0,17538 0,10769
Porta interna semi-oca para pintura 0,60 m x 2,10 m un 0,06030 0,09084 0,11852
Esquadrias de correr de alumínio anodizado natural m² 0,20344 0,07172 0,10439
Janela de correr de chapa dobrada m² 0,03676 0,03018 0,03391
Fechadura interna média cromada un 0,03194 0,05079 0,06657
Azulejo branco 15 cm x 15 cm m² 0,72002 0,76150 1,03029
Tampo (bancada) de mármore branco 2,00 m x 0,60 m un 0,00698 0,00406 0,00500
Placa de gesso 70 cm x 70 cm m² 0,37145 0,38477 0,55897
Vidro liso transparente 4 mm colocado com massa m² 0,25449 0,08970 0,13030
Tinta látex PVA l 2,10442 1,93822 2,96768
Emulsão asfáltica impermeabilizante kg 4,84204 2,30596 2,88224
Fio de cobre anti-chama, isolamento 750 V, # 2,5 mm² m 22,07462 12,78848 34,37335
Disjuntor tripolar 70 A un 0,17189 0,24887 0,32221
Bacia sanitária branca com caixa acoplada un 0,02796 0,02865 0,02894
Registro de pressão cromado Ø 1/2″ un 0,13224 0,05779 0,10549
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2″ m 0,11169 0,18911 0,37518
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m 0,39490 0,42503 0,36957
MÃO-DE-OBRA
Pedreiro h 27,34951 26,63146 36,81614
Servente h 19,37664 17,60135 24,14754
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Engenheiro h 1,15081 0,90857 1,01890
EQUIPAMENTOS
Locação de betoneira 320 l dia 0,63853 0,27176 0,63853
PADRÃO NORMAL
Tabela 7 – Lotes Básicos – Projetos-padrão Comerciais – NORMAL
CAL (Comercial Andares Livres) e CSL (Comercial Salas e Lojas)

32 Projeto NBR 12721:2005
LOTE BÁSICO
(por m2 de construção) UN
CAL-8 CSL-8 CSL-16
MATERIAIS
Chapa compensado plastificado 18 mm x 2,20 m x 1,10 m m² 1,43346 1,48058 1,84120
Aço CA-50 Ø 10 mm kg 33,30906 38,89402 58,69879
Concreto fck= 20 MPa conv. br. 1 e 2 pré-misturado m³ 0,37622 0,37187 0,52396
Cimento CP-32 II kg 70,37488 59,33776 77,89086
Areia média m³ 0,21288 0,17949 0,23876
Brita nº 02 m³ 0,03912 0,03011 0,03771
Tijolo de 8 furos 9 cm x 19 cm x 19 cm un 32,90100 46,51977 61,78883
Bloco de concreto 19 cm x 19 cm x 39 cm un 1,75147 0,99441 0,85634
Telha fibrocimento ondulada 6 mm x 2,44 m x 1,10 m m² 0,13878 0,17538 0,10769
Porta interna semi-oca para pintura 0,60 m x 2,10 m un 0,08901 0,13095 0,17098
Esquadrias de correr de alumínio anodizado natural m² 0,30772 0,10849 0,15790
Janela de correr de chapa dobrada m² 0,03676 0,03034 0,03391
Fechadura interna média cromada un 0,04133 0,06639 0,08712
Azulejo branco 15 cm x 15 cm m² 1,49070 1,60195 2,17593
Tampo (bancada) de mármore branco 2,00 m x 0,60 m un 0,06441 0,11173 0,13965
Placa de gesso 70 cm x 70 cm m² 0,37145 0,38477 0,18204
Vidro liso transparente 4 mm colocado com massa m² 0,25449 0,08970 0,13030
Tinta látex PVA l 1,84120 2,23058 3,44649
Emulsão asfáltica impermeabilizante kg 5,13160 2,75126 3,46298
Fio de cobre anti-chama, isolamento 750 V, # 2,5 mm² m 22,55157 12,58453 34,23883
Disjuntor tripolar 70 A un 0,16312 0,25967 0,37009
Bacia sanitária branca com caixa acoplada un 0,04702 0,04826 0,06349
Registro de pressão cromado Ø 1/2″ un 0,31735 0,17976 0,23057
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2″ m 0,09628 0,18911 0,35430
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m 0,39490 0,41218 0,39630
MÃO-DE-OBRA
Pedreiro h 27,62450 27,52023 38,03433
Servente h 19,53333 17,78414 24,37883
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Engenheiro h 1,15081 0,90857 1,01890
EQUIPAMENTOS
Locação de betoneira 320 l dia 0,63853 0,27176 0,63853
PADRÃO ALTO
Tabela 8 – Lotes Básicos – Projetos-padrão Comerciais – ALTO
CAL (Comercial Andares Livres) e CSL (Comercial Salas e Lojas)

Projeto NBR 12721:2005 33
Residência Galpão
Lote básico (por m2 de construção) Unid Popular Industrial
(RP1Q) (GI)
MATERIAIS
Chapa compensado plastificado 18 mm x 2,20 m x 1,10 m m² 0,81750 1,22473
Aço CA-50 Ø 10 mm kg 7,22823 17,02951
Concreto fck= 20 MPa conv. br. 1 e 2 pré-misturado m³ 0,00476 0,07082
Cimento CP-32 II kg 179,48028 91,96949
Areia média m³ 0,52496 0,22286
Brita nº 02 m³ 0,25967 0,13399
Tijolo de 8 furos 9 cm x 19 cm x 19 cm un 64,18998 0,00000
Bloco de concreto 19 cm x 19 cm x 39 cm un 0,00000 6,52234
Telha fibrocimento ondulada 6 mm 2,44 m x 1,10 m m² 1,47096 0,97946
Porta interna semi-oca para pintura 0,60 m x 2,10 m un 0,30052 0,01502
Esquadrias de correr de alumínio anodizado natural m² 0,00000 0,00000
Janela de correr de chapa dobrada m² 0,16241 0,11031
Fechadura interna média cromada un 0,14900 0,00966
Azulejo branco 15 cm x 15 cm m² 0,00000 0,38077
Tampo (bancada) de mármore branco 2,00 m x 0,60 m un 0,00000 0,00497
Placa de gesso 70 cm x 70 cm m² 0,00000 0,00000
Vidro liso transparente 4 mm colocado com massa m² 0,12260 0,09523
Tinta látex PVA l 3,72427 1,04639
Emulsão asfáltica impermeabilizante kg 0,33857 0,00000
Fio de cobre anti-chama, isolamento 750 V, # 2,5 mm² m 11,60351 2,71134
Disjuntor tripolar 70 A un 0,46534 0,12864
Bacia sanitária branca com caixa acoplada un 0,05039 0,01325
Registro de pressão cromado Ø 1/2″ un 0,28880 0,03015
Tubo de ferro galvanizado com costura Ø 2 1/2″ m 0,00000 0,00000
Tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto Ø 150 mm m 1,01380 0,15658
MÃO-DE-OBRA
Pedreiro h 28,14197 13,96548
Servente h 22,59080 9,26276
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Engenheiro h 0,00000 0,00000
EQUIPAMENTOS
Locação de betoneira 320 l dia 0,35359 0,14878
Tabela 9 – Lotes Básicos – Projetos-Padrão Galpão Industrial (GI) e Residência Popular (RP1Q)
34 Projeto NBR 12721:2005

8.3.3 Coleta de preços

O custo de construção calculado de acordo com esta Norma deve representar o custo efetivo da construção praticado pelas construtoras. Para tanto a coleta de preços deve: a) ser mensal e efetuada entre o primeiro e o vigésimo-quinto dia do mês de referência do custo;
b) ser realizada preferencialmente junto às construtoras:

1) no caso dos materiais de construção, a coleta pode eventualmente ser realizada com informações levantadas junto a fornecedores da indústria, do comércio atacadista ou varejista, sendo que os preços dos materiais, posto obra, devem incluir as despesas com tributos e fretes.
2) os valores informados para os salários não devem incluir as despesas com encargos sociais; e

3) ser realizada por meio de questionário, que deve definir as especificações e a unidade do insumo informado.

8.3.4 Método de cálculo

Na determinação dos custos unitários básicos, os Sindicatos da Indústria da Construção Civil devem adotar os seguintes procedimentos:

a) os preços coletados de acordo com as determinações apresentadas em 8.3.3 devem ser submetidos a uma análise estatística de consistência;
b) após análise de consistência, procede-se ao cálculo do promédio (média aritmética, geométrica ou mediana) de cada insumo;
c) o valor do promédio de cada insumo aplica-se ao coeficiente físico correspondente ao respectivo insumo no lote básico de cada projeto-padrão;
d) para o cálculo dos custos de mão-de-obra, aplica-se o percentual relativo aos encargos sociais e benefícios:

1) este percentual deverá incluir todos os encargos trabalhistas e previdenciários, direitos sociais e obrigações decorrentes de convenções coletivas de trabalho de cada Sindicato;
2) o método de cálculo e o percentual de encargos sociais e benefícios devem ser explicitados pelos respectivos Sindicatos da Indústria da Construção Civil;
e) é recomendável que a amostra por insumo seja composta de um mínimo de 20 informações; e
f) para auxílio do cálculo, pode ser utilizado o modelo indicado na Figura 3 – Memória de Cálculo do Custo Unitário Básico, apresentada a seguir:

SINDICATO ———————————————————————————–
MEMÓRIA DE CÁLCULO DO CUSTO UNITÁRIO BÁSICO (Conforme NBR 12.721/ )
PROJETO-PADRÃO Designação
PROFISSIONAL RESPONSÁVEL P/ CÁLCULO:
CALCULADO POR:
MÊS:
PREÇO
LOTES BÁSICOS UNIDADE QUANTIDADE UNITÁRIO SUBTOTAL
(POR m2 DE CONSTRUÇÃO) (POR m2) (R$/m2
) (R$/m2
)

ODEOB
R MÃO-DE-OBRA R$ /m2
A PERCENTUAL DOS ENCARGOS SOCIAIS E BENEFÍCIOS (EM %)
MÃO-DE-OBRA (TOTAL) R$ /m2
MAT
E
RI
AI S
MATERIAIS (TOTAL) R$ /m2
CUSTO UNITÁRIO BÁSICO (Total Geral) R$ /m2
Observação: Os preços são para materiais postos na obra, no perímetro urbano, inclusive com
impostos, taxas, carreto e frete.
Figura 3 – Memória do cálculo do custo unitário básico
para uso dos Sindicatos da Indústria da Construção Civil

Projeto NBR 12721:2005 35

8.3.5 Atualização e divulgação

Os valores dos custos unitários básicos devem ser atualizados mensalmente de acordo com os procedimentos descritos em 8.3.1.1 e 8.3.1.2. Conforme a Lei 4.591/64, a divulgação deve ser realizada amplamente até o dia 5 do mês subseqüente e apresentar os valores do CUB de cada projeto-padrão.

A divulgação se faz acompanhar da seguinte declaração:

“Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações correspondentes a cada caso particular:

a) fundações especiais (no projeto-padrão foram consideradas fundações diretas até 2,50m);
b) elevador (es);
c) equipamentos e instalações, tais como:
c.1) fogões;
c.2) aquecedores;
c.3) bombas de recalque;
c.4) incineração;
c.5) ar condicionado;
c.6) calefação;
c.7) ventilação e exaustão;
d) playground (quando não classificado como área construída);
e) obras e serviços complementares;
e.1) urbanização;
e.2) recreação (piscinas, campos de esporte);
e.3) ajardinamento;
e.4) instalação e regulamentação do condomínio; e
f) outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A – Quadro III)”.

9 Critérios para informações da especificação construtiva

9.1 Memorial técnico descritivo dos projetos

Os projetos utilizados para a composição dos lotes básicos constantes desta Norma estão disponíveis para consulta na Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Estes projetos, bem como os regionalizados, devem ser compostos de projetos gráficos, plantas de detalhes e memorial técnico descritivo, onde são especificados:

a) normas técnicas adotadas;
b) especificação dos materiais a serem utilizados na edificação; e
c) técnicas construtivas recomendadas.

9.2 Quadros descritivos de especificação (Quadros V a VIII)

9.2.1 Descrição

Os Quadros V a VIII, do Anexo A, devem ser arquivados no Ofício de Registro de Imóveis, para os fins do art. 32, alínea g, da Lei 4.591/64. Os itens 9.3.1 a 9.3.4 indicam detalhes de cada quadro.

9.3.1 Quadro V – Informações gerais

Neste Quadro são anotados os seguintes itens:

a) tipo de edificação (residencial, comercial, mista, garagem, etc.);
b) número de pavimentos;
c) número de unidades autônomas por pavimento;
d) explicitação da numeração das unidades autônomas;
e) pavimentos especiais (situação e descrição):
– pilotis;
– pavimentos de transição;
– garagens;
– pavimentos comunitários; e
– outros pavimentos;
f) data da aprovação do projeto e repartição competente; e
g) outras indicações.

9.3.2 Quadro VI – Memorial descritivo dos equipamentos

36 Projeto NBR 12721:2005

Neste Quadro são incluídos todos os principais equipamentos da edificação, por grupos tais como:
– instalações elétricas e telefônicas;
– instalações hidro-sanitárias;
– instalações de gás;
– instalações de prevenção e combate a incêndio;
– cobertura;
– esquadrias;
– esquadrias de madeira;
– esquadrias de ferro;
– esquadrias de alumínio;
– ferragens;
– vidros;
– louças, aparelhos e metais;
– louças;
– aparelhos;
– metais;
– diversos; e
– elevadores.

9.3.3 Quadro VII – Memorial descritivo dos acabamentos das dependências de uso privativo das unidades autônomas

Neste Quadro, para cada dependência de uso privativo, coberta ou descoberta, são indicados os acabamentos referentes a:

a) pisos:
– revestimento;
– acabamento;
– soleiras;
b) paredes:
– revestimento;
– acabamento;
– rodapés;
c) tetos:
– revestimento;
– acabamento; e
d) peitoris.
9.3.4 Quadro VIII – Memorial descritivo dos acabamentos das dependências de uso comum
Neste Quadro, para cada dependência de uso comum, coberta ou descoberta, são indicados os acabamentos referentes a:
a) pisos:
– revestimento;
– acabamento;
– soleiras
b) paredes:
– revestimento;
– acabamento;
– rodapés;
c) tetos:
– revestimento;
– acabamento; e
d) peitoris.
10 Critérios para execução de orçamentos de custos de construção para fins do disposto no art. 53

10.1 Justificação

Esta seção estabelece as características de diferentes projetos selecionados, tendo em vista o disposto no art. 53, da Lei 4.591/64, e determina o modo pelo qual são calculados os custos unitários básicos a serem mensalmente divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil, local ou regional, nos termos do art. 54 da mesma Lei.

10.2 Projetos-padrão

Para representar os diferentes tipos de edificação, usualmente objeto de incorporações, são considerados nesta Norma os projetos anteriormente definidos por suas características principais e especificações de acabamentos, conforme as Tabelas 1 e 2, respectivamente.

Projeto NBR 12721:2005 37

11 Critérios para entrosamento entre o cronograma das obras e pagamento das prestações (art. 53, item V, da Lei 4.591/64)

11.1 Considerações gerais

Os critérios para o entrosamento do cronograma da obra com o pagamento das prestações, facultativamente, podem ser introduzidos nos contratos de incorporação, sob o regime de administração ou de empreitada, tendo em vista inclusive o prazo para entrega das obras e as condições e formas de sua eventual prorrogação (art. 53, item V, e art. 48, § 2º). (Ver itens 5.18 a 5.21)

11.2 Critérios

11.2.1 Condições necessárias

Quando forem adotados quaisquer dos critérios de entrosamento previstos nesta Norma, deve constar do contrato de construção o orçamento discriminado, feito a partir do projeto arquitetônico aprovado pelas autoridades competentes e demais projetos complementares já disponíveis; a discriminação orçamentária é prevista nesta norma, podendo ser englobados os itens que não interessam à aplicação do critério visado.

11.2.2 Contratos de construção por administração

Nos contratos sob o regime de administração, com entrosamento entre o cronograma da obra e o pagamento das prestações, são admissíveis os casos descritos abaixo nos subitens 11.2.2.1 e 11.2.2.2

11.2.2.1 Vinculação parcial

11.2.2.1.1 Verifica-se no caso de contratos em que apenas parte do valor global da construção tem seu pagamento previsto através de prestações ou parcelas, cuja liquidação deve ser realizada no início ou no fim de determinadas etapas de serviços, considerados no cronograma de obras, sendo elas:

a) parte vinculada;
b) etapas a que se vinculam as prestações;
c) valor das prestações vinculadas a cada etapa; e
d) vencimento das prestações vinculadas.

11.2.2.1.2 Quanto à parte vinculada, o total das prestações vinculadas não deve ser inferior a 25% do custo global da construção, indicado pelo orçamento constante do contrato.

11.2.2.1.3 Quanto às etapas a que se vinculam as prestações, cada prestação é vinculada à etapa de serviço perfeitamente definida na discriminação orçamentária.

11.2.2.1.4 Quanto ao valor das prestações vinculadas a cada etapa, o valor da parte vinculada é uma fração do valor da despesa constante do orçamento para a etapa considerada. O valor de cada prestação vinculada é obtido multiplicando-se essa fração pelo coeficiente de proporcionalidade para o rateio do custo da construção global da unidade autônoma correspondente.

11.2.2.1.5 Quanto ao vencimento das prestações vinculadas, este dar-se-á no prazo de dez dias após a comunicação feita pela construtora de que a etapa a que se refere foi alcançada.

11.2.2.2 Vinculação total

11.2.2.2.1 Verifica-se no caso dos contratos em que o total da construção tem seu pagamento previsto através de prestações mensais, todas elas – isoladamente ou agrupadas em duas ou mais – vinculadas às diversas etapas de serviços em que, conforme o caso, for subdivido o cronograma das obras, sendo elas:

a) etapas a que se vinculam as prestações;
b) valor das prestações mensais; e
c) vencimento das prestações.

11.2.2.2.2 Quanto às etapas a que se vinculam as prestações, no caso de vinculação de cada prestação mensal, a etapa correspondente é constituída dos serviços abrangidos pelo cronograma da obra, no mês imediatamente seguinte ao do vencimento da prestação. No caso da vinculação de grupos de duas ou mais prestações mensais, a etapa é constituída dos serviços previstos para o período correspondente seguinte ao vencimento da primeira prestação mensal do grupo.

11.2.2.2.3 Quanto ao valor das prestações mensais, quando se tratar de vinculação mensal, o valor de cada prestação mensal é obtido multiplicando-se a despesa prevista para o mês considerado – com base no cronograma da obra e no orçamento discriminado – pelo coeficiente de proporcionalidade para o rateio do custo de construção global da unidade autônoma correspondente. Na hipótese da vinculação de grupos de prestações mensais, o valor de cada prestação do grupo é obtido dividindo-se, pelo número de meses do período considerado, o total das despesas previstas, do mesmo modo que acima, para o período, e multiplicando-se o quociente pelo coeficiente de construção global da unidade autônoma correspondente.

38 Projeto NBR 12721:2005

11.2.2.2.4 Quanto ao vencimento das prestações, este dar-se-á nas datas previstas no contrato de construção.

11.2.2.3 Alteração das prestações (art. 61, da Lei 4.591/64)

11.2.2.3.1 Tanto no caso da vinculação parcial quanto no de vinculação total, as prestações vinculadas têm seu valor estimado atualizado quando se verificarem alterações dos preços dos materiais, mão-de-obra e outros elementos considerados no orçamento constante do contrato, conforme 13.3.2.3.1 e 13.3.2.3.2.

11.2.2.3.2 No caso de vinculação parcial, por meio da fórmula:

Pn = o
o
n xP
C
C
Onde:
Pn é igual ao valor da nova prestação vinculada à etapa de serviços definida no item considerado da discriminação orçamentária;
Cn é igual ao custo atualizado dos serviços correspondentes à etapa;
Co é igual ao custo previsto para a etapa no orçamento constante do contrato; e
Po é igual ao valor da prestação inicialmente vinculada ao serviço

Notas:

1) O cálculo do Pn é feito quinze dias antes da data provável do início do serviço a que se refere a prestação vinculada.
2) A determinação de Cn far-se-á aplicando-se, às quantidades de serviços da etapa a que se vincula a prestação, os custos unitários obtidos com base nas mesmas composições adotadas para orçamento constante do contrato, acrescidos de todas as demais taxas previstas no orçamento inicial, além do que se estima necessário, a fim de compensar eventuais aumentos de custo prováveis para novo período.

11.2.2.3.3 No caso de vinculação total, por meio da fórmula:
Pn = (Ca
+ Cn – Cp – En – Cd – Sc) x Cc x Pa
T Pm
Onde:
Pn é igual ao valor das prestações mensais para o período correspondente à nova etapa.
Ca é igual ao custo atualizado dos serviços previstos no cronograma para o período correspondente à etapa anterior e eventualmente não realizada.
Cn é igual ao custo atualizado dos serviços previstos no cronograma para o período correspondente à nova etapa.
Cp é igual ao compromisso a pagar no período correspondente à nova etapa.
En é igual ao valor atualizado dos eventuais estoques de materiais de aplicação nos serviços previstos no cronograma, até o fim do novo período.
Cd é igual aos compromissos a diferir.
Sc é igual ao saldo em caixa.
T é igual ao número de meses do período correspondente à nova etapa.
Cc é igual ao coeficiente de construção global da unidade autônoma a que corresponde a prestação.
Pa é igual ao valor da prestação mensal originalmente prevista, para o mês correspondente à nova etapa.
Pm é igual à média dos valores das prestações originalmente previstas, para o período a que se refere o grupo de prestações.

Notas:

1) No caso de vinculação mensal, a atualização dos valores das prestações é feita trimestralmente; no caso de grupos de prestações, a intervalos correspondentes ao período a que se refere a cada grupo.
2) O cálculo dos valores atualizados das prestações deve ser feito com antecedência de 50 dias em relação à data do vencimento da primeira prestação do trimestre seguinte, ou da primeira prestação do grupo vinculado seguinte, conforme o caso.
3) A determinação de Ca + Cn far-se-á aplicando-se às quantidades obtidas por diferença entre o total acumulado dos serviços previstos no cronograma, até o final do novo período e o levantamento dos serviços realizados até a data final do período terminado, os custos unitários atualizados com base nas mesmas composições adotadas para o orçamento constante do contrato, acrescidos de todas as demais taxas previstas no orçamento inicial e do que se estimar necessário, a fim de se compensarem eventuais aumentos de custo prováveis no novo período.

Projeto NBR 12721:2005 39

4) As alterações das prestações vinculadas ou outras quaisquer realizadas de acordo com as indicações de 13.3.2.3.1 e 13.3.2.3.2 não eximem o condômino, contratante da construção, do pagamento integral do custo real da construção. Na hipótese de sobra de recursos, o excesso deve ser devolvido ao condômino, e na hipótese de falta, cabe a ele a complementação.

11.2.3 Contratos de construção por empreitada

11.2.3.1 Entrosamento de cronograma com o pagamento

Nos contratos sob o regime de empreitada, o entrosamento de cronograma da obra com o pagamento das prestações pode ser feito do seguinte modo:

a) etapas a que se vinculam as prestações: o cronograma das obras deve ser dividido em etapas de serviços de custo total aproximadamente igual e abrangendo período de execução não superior a seis meses. A cada etapa se vincula um determinado grupo de prestações;
b) vencimentos das prestações vinculadas: à exceção da etapa inicial, o pagamento da primeira prestação referente a qualquer etapa só é obrigatório depois de terminada a execução de todos os serviços previstos na etapa precedente;
c) alterações no cronograma da obra: de comum acordo entre as partes interessadas e tendo em vista o interesse da construção, o cronograma inicial pode ser alterado e reformulado o esquema de pagamento, mantido o disposto em 11.2.3.2 e 11.2.3.3.

11.2.3.2 Alteração do valor das prestações

No caso de construção por empreitada a preço reajustável, o valor das prestações deve ser alterado de acordo com a forma e os índices de correção estabelecidos em contrato.

11.2.3.3 Alteração de prazo (art. 48, § 2º, da Lei 4.591/64)
O prazo previsto no cronograma da obra para realização da construção deve ser alterado nos seguintes casos, além dos especificamente previstos em contrato:

a) construção por administração:

a.1) quando, em decorrência de acordo entre as partes interessadas, for modificados o esquema de pagamento e o valor das prestações originalmente convencionado;

a.2) quando, no caso de vinculação total das prestações do andamento da obra, os novos valores das prestações não corresponderem aos calculados pela fórmula de 13.3.2.3.2;

a.3) a redução ou aumento do prazo devem ser feitos mediante a elaboração do novo cronograma para os serviços a serem ainda realizados, entrosado com o novo esquema de prestações;
b) construção por empreitada: quando, em decorrência do acordo entre as partes interessadas, forem modificados o esquema do pagamento e o valor das prestações originalmente convencionados.

12 Critérios para registro da incorporação

12.1 Esta Norma indica as diretrizes de identificação das unidades autônomas e da respectiva edificação, bem como regulamenta as disposições abaixo citadas, seguidas das providências para atendê-las, conforme art. 32 da Lei 4.591/64:

a) alínea “d” – projeto de construção devidamente aprovado pelas autoridades competentes. Para atender a este item, deve ser anexado um conjunto completo do projeto arquitetônico devidamente aprovado pelas autoridades competentes;
b) alínea “e” – cálculo das áreas das edificações, discriminando, além da global, a das partes comuns, e indicando, para cada tipo de unidade, a respectiva metragem de área construída. Para atender a este item devem ser apresentados os Quadros do Anexo A desta Norma;
c) alínea “g” – memorial descritivo das especificações da obra projetada, segundo modelo a que se refere o inciso IV do art. 53, desta Lei. Para atender a este item devem ser apresentados os Quadros descritivos do Anexo A desta Norma, Quadros V a VIII, onde os materiais devem ter o mesmo padrão;
d) alínea “p” – declaração, acompanhada de plantas elucidativas sobre o número de veículos que a garagem comporta e os locais destinados à guarda dos mesmos. Para atender a este item, o profissional responsável pelo preenchimento dos Quadros deve utilizar o detalhamento das vagas constante do projeto arquitetônico ou, na ausência do detalhamento, anexar planta elucidativa indicando as localizações e identificações das vagas, acompanhada de declaração de que a mesma obedece às posturas municipais;
e) alínea “h” – avaliação do custo global da obra, atualizada à data do arquivamento, calculada de acordo com a norma do inciso III do art. 53, com base nos custos unitários referidos no art. 54, discriminando-se também o custo de construção de cada unidade, devidamente autenticada pelo profissional responsável pelos cálculos.
f) para atender à alínea “h” do art. 32 o custo global da edificação e das unidades autônomas podem ser calculados conforme previsto no item 8 ou 3.3.5 desta Norma, com a inclusão de todas as despesas relativas às obras complementares e as necessárias à colocação do empreendimento em condições de habitabilidade; e
g) parágrafo 1º. do art. 1º. da Lei 4.591/64. Para atender a esta exigência legal, o profissional responsável pelos Quadros do Anexo A desta Norma deve explicitar, no Quadro V, o critério adotado na designação especial das unidades autônomas – numérica ou alfabética – para sua identificação, discriminação e caracterização.

40 Projeto NBR 12721:2005

12.2 O registro da incorporação imobiliária é obtido pelo arquivamento no Registro de Imóveis dos documentos citados no art. 32 da Lei 4.591/64

12.3 Em virtude da inexistência de projeto construtivo completo na ocasião do registro, cabe, apenas neste estágio, a consideração de um conjunto básico de projetos-padrão de referência, como os descritos nesta norma. Portanto, as avaliações expeditas iniciais de custos de construção previstas na alínea h do art. 32 da Lei 4.591/64 podem ser obtidas através de procedimentos simplificados, com a utilização do custo unitário básico por metro quadrado calculado pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil que melhor se aproxime do padrão do respectivo imóvel. Alternativamente, e quando couber, poderá ser aplicado o critério previsto em 3.3.5.

12.4 Os custos unitários básicos para cada projeto-padrão adotado nesta norma, bem como para eventuais projetos regionalizados, conforme previsto no item 14 a seguir, devem ser calculados mensalmente pelos sindicatos, por processo expedito de atualização de preços, que devem ser aplicados aos lotes de materiais e de mão-de-obra representativos do respectivo custo unitário padrão, apresentados nesta norma e divulgados até o dia 5 do mês subseqüente ao da coleta de preços, em atendimento ao art. 54 da Lei 4.591/64.

12.5 Incorporado o empreendimento, por meio de contrato de Construção por Administração, o orçamento expedito previsto nesta norma será válido por um prazo máximo de 6 (seis) meses, além do período de carência, após o qual deverá sofrer revisão conforme o art. 60 da lei 4.591/64, através de orçamentos feitos com o emprego das composições de custo, de uso corrente.

12.6 Os orçamentos detalhados previstos no item 3.3.4 acima podem ser apresentados na íntegra em substituição aos previstos para atender a alínea “h” do art. 32 da Lei 4.591/64, desde que por ocasião da sua elaboração já estejam disponíveis todos os projetos de execução do empreendimento, com os respectivos memoriais descritivos e já estejam definidos os métodos construtivos a serem adotados, principalmente quando forem diferentes dos utilizados na orçamentação-padrão desta norma.

13 Regionalização dos projetos-padrão

13.1 Para atender ao disposto no art. 54 da Lei 4.591/64, os Sindicatos da Indústria da Construção Civil ficam obrigados a divulgar mensalmente, até o dia 5 do mês subseqüente, os custos unitários de construção para os projetos-padrão previstos nesta Norma, calculados com os critérios nela estabelecidos.

13.2 Não obstante, os Sindicatos da Indústria da Construção Civil podem acrescentar novos projetos ou novos memoriais descritivos a essa lista, mais adequados à realidade das respectivas bases territoriais.

13.3 Estes novos projetos devem ser arquivados no cartório de Registro de Títulos e Documentos do respectivo Estado, sendo recomendável que os Sindicatos da Indústria da Construção Civil facilitem em sua sede o acesso dos mesmos a todos os interessados.

13.4 Estes novos custos devem ser calculados de acordo com os mesmos critérios utilizados nos orçamentos dos projetos desta norma, “mutatis mutandis” e, na sua divulgação, utilizar a mesma nomenclatura dos projetos-padrão previstos nesta Norma, seguidos da letra “R” – abreviatura de “regional”.

13.5 Os Sindicatos da Indústria da Construção Civil têm a faculdade de eleger ou apurar um CUB padrão representativo de sua região, desde que explicitem o critério utilizado para obtê-lo, ficando na obrigação de divulgá-lo mensalmente, até o dia 5 do mês subseqüente, juntamente aos demais custos unitários de construção referentes aos projetos-padrão previstos nesta Norma e calculados conforme os critérios nela estabelecidos, com a finalidade específica de servir como indexador contratual.

14 Disposições gerais

No caso de construção de habitações isoladas para alienação futura mediante pagamento a prazo, conforme o artigo 68 da Lei 4.591/64, aplicam-se os dispositivos e Quadros desta Norma no que for cabível.

——————————
\ANEXOS

Projeto NBR 12721:2005 41

Anexo A (normativo)

Quadros de áreas e quadros descritivos

A.1 Introdução

As informações preliminares e os quadros I a VIII descritos neste anexo são devidamente definidos em 3.17 e estão detalhados nos itens 5.8 a 6.

A.2 Denominação

Constam os seguintes quadros:

a) Informações preliminares;
b) Quadro I : cálculo das áreas nos pavimentos e da área global;
c) Quadro II: cálculo das áreas das unidades autônomas;
d) Quadro III: avaliação do custo global e unitário de construção;
e) Quadro IV-A: avaliação do custo de construção de cada unidade autônoma e cálculo do re-rateio de subrogação;
f) Quadro IV-B: resumo das áreas reais para os atos de registro e escrituração;
g) Quadro V: informações gerais;
h) Quadro VI: memorial descritivo dos equipamentos; Quadro VII: memorial descritivo dos acabamentos das dependências de uso privativo das unidades autônomas; e
j) Quadro VIII: memorial descritivo dos acabamentos das dependências de uso comum.

FOLHA N.º
H CS CL
CG CP CP1Q
3.6 Padrão de Acabamento:
3.5 Quantidade de unidades autônomas:
NBR 12.721 – INFORMAÇÕES PRELIMINARES
2.4 Endereço:
2.1 Profissional Responsável Técnico:
2. RESPONSABILIDADE TÉCNICA PELAS INFORMAÇÕES E CÁLCULOS
1. INCORPORADOR / PROPRIETÁRIO
2.2 Número de registro profissional no CREA
2.3 Anotação de Responsabilidade Técnica (ART.)
3.1 Nome do Edifício:
3.4 Designação Projeto-padrão da NBR 12.721 mais
semelhante ao imóvel
3.2 Local da Construção:
3.3 Cidade/UF:
folhas, todas numeradas seguidamente e assinadas conjunta-
5. DATA, LOCAL, ASSINATURAS E CARIMBOS
4. INFORMAÇÕES PLANILHAS/QUADROS
Esta é a primeira folha de um total de
mente pelo profissional responsável técnico, incorporador/proprietário, para arquivamento e registro junto ao competente
Registro de Imóveis, em atendimento ao disposto na Lei 4.591, de 12 de dezembro de 1964.
OBS.: Os Quadros apresentados neste Anexo poderão ser reproduzidos mantendo-se o formato original, sendo
vedada a alteração da numeração de quadros e colunas, designações e especificações.
1.1 Nome:
1.2 CNPJ/CPF:
1.3 Endereço:
3.7 Números de Pavimentos:
3. DADOS DO PROJETO/IMÓVEL
3.8.2 Vagas de Estacionamento (acessório de Unidade Autônoma)
3.8.1 Vagas de Estacionamento (Unidade Autônoma)
3.8 Quantidade de Vagas de estacionamento para Veículos:
3.9 Área do Lote/Terreno:
3.10 Data de aprovação do projeto arquitetônico:
3.11 Número do Alvará de aprovação do projeto arquitetônico:

42 Projeto NBR 12721:2005
Nome:
Assinatura:
Data:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
TOTAIS
QUANTIDADE (número de
pavimentos idênticos)
ÁREA EQUIVALENTE GLOBAL (Total da Coluna 18)
FOLHA Nº
QUADRO I – Cálculo das Áreas nos Pavimentos e da Área Global – Colunas 1 a 18
INCORPORADOR
LOCAL DO IMÓVEL:
Profissional Responsável:
Nome:
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
ÁREA REAL GLOBAL (Total da coluna 17)
ÁREAS DE DIVISÃO NÃO PROPORCIONAL
Coberta de Padrão
Diferente ou
Descoberta
TOTAIS
Coberta de Padrão
Diferente ou
Descoberta
TOTAIS
Coberta
Padrão
Adotar numeração seguida do Quadro I ao VIII
Total de Folhas:
Assinatura:
Data: Registro CREA:
ÁREAS DE DIVISÃO PROPORCIONAL
ÁREA PRIVATIVA ÁREA DE USO COMUM ÁREA DE USO COMUM
Equivalente
em área de
custo padrão
(6+11+16)
Real
(5+10+15)
Real
(12+13)
Equivalente
Equivalente em
área de custo
padrão (2+4)
Equivalente
em área de
custo padrão
(7+9)
Equivalente
em área de
custo padrão
(12+14)
Coberta
Padrão
Coberta de Padrão
Diferente ou
Descoberta
TOTAIS
Real
OBSERVAÇÕES
ÁREA
DO
PAVIMENTO
Pavimento
Real
(2+3)
Equivalente
Real
Coberta
Padrão
Real Real
(7+8)
Equivalente
Nome:
Assinatura:
Data:
(30/S30) (31/S12) (31/S13) (31/S14)
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38
TOTAIS
ÁREA REAL GLOBAL (Total da coluna 37)
Equivalen-te
em área de
custo padrão
(20+22)
Coberta
Padrão Equivalente
em área de
custo padrão
(32+34)
Equivalente
Real Equivalente
Área Total
equivalente
em
área de
custo
padrão
(24+29)
Coeficiente
de Proporcionalidade
ÁREAS DE DIVISÃO NÃO PROPORCIONAL
Real
(23+28+
35)
Equivalente
em
área de
custo
padrão
(30+36)
OBSERVAÇÕES
QUANTIDADE (número de unidades
idênticas)
Unidade
ÁREA DE EQUIVALENTE GLOBAL (Total da Coluna 38)
Equivalente
Real
(20+21)
Coberta de Padrão
Diferente ou
Descoberta
Real
ÁREA PRIVATIVA
Coberta
Padrão
Real
TOTAIS
Real
(25+26)
Equivalen-te
em área de
custo
padrão
(25+27)
Coberta de Padrão
Diferente ou
Descoberta
TOTAIS
ÁREA DE USO COMUM
Registro CREA:
Real
(32+33)
Adotar numeração seguida do Quadro I ao VIII
Total de Folhas:
ÁREAS DE DIVISÃO PROPORCIONAL
Assinatura:
ÁREA
DO
UNIDADE
Coberta
Padrão
Coberta de Padrão
Diferente ou
Descoberta
TOTAIS
INCORPORADOR Profissional Responsável:
Data:
Nome:
ÁREA DE USO COMUM
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
QUADRO II – Cálculo das Áreas das Unidades Autônomas – Colunas 19 a 38
LOCAL DO IMÓVEL:
FOLHA N.º

Projeto NBR 12721:2005 43
Nome:
Assinatura:
Data: Registro CREA
R$ por m2 =
m2 %
m2 %
m2 100%
m2 %
m2 %
m2 100%
obs.:
R$ –
R$ – %
R$ – %
R$ – %
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
9.1 Projetos Arquitetônicos;
9.2 Projeto Estrutural;
9.3 Projeto de Instalações;
9.4 Projetos Especiais.
R$ –
R$ –
R$ –
R$ –
R$ / m2
4. Áreas Globais do Prédio Projetado
4.1 Área Real Privativa, Global (QI,S5)
4.2 Área Real de Uso Comum, Global (QI,S10+S15)
4.3 Área Real, Global (QI,S17)
4.4 Área Equivalente* Privativa Global (Q1,S6)
4.5 Área Equivalente* de Uso Comum Global (QI,S11+S16)
4.6 Área Equivalente* Global (Q1,S18)
10. 2° Subtotal
6.6 Outros Serviços (Discriminar)
7. 1° Subtotal
8. Impostos, taxas e emolumentos cartoriais:
9. Projetos:
6.5.3 Ajardinamento
6.5 Obras e Serviços Complementares
11. Remuneração do Construtor
12. Remuneração do Incorporador
6.5.4 Instalação e Regulamentação do Condomínio
6.5.5 Outros
6.5.1 Urbanização
6.5.2 Recreação (Piscinas, Campos de Esporte)
6.3.7 Ventilação e Exaustão
6.3.8 Outros (Discriminar)
6.4 “Playground”
6.3.3 Bombas de Recalque
6.3.4 Incineração
6.3.5 Ar Condicionado
6.3.6 Calefação
3. Custo Unitário Básico para o mês de:
2. Sindicato que forneceu o Custo Unitário Básico:
Salas Banheiros ou WCs
Designação
Dependências de uso Privativo da Unidade Autônoma
Quartos de
Quartos Empregados
NB – Para formação do Custo Unitário Básico foram considerados os preços dos seguintes projetos: Arquitetônico, Estrutural, Hidrossanitário, Elétrico, Interfone e Telefônico, Antena
Coletiva, Prevenção Contra Incêndio, Impermebilização, Instalação de Gás
AVALIAÇÃO DO CUSTO GLOBAL DA CONSTRUÇÃO E DO CUSTO POR m2 DE CONSTRUÇÃO
INCORPORADOR Profissional Responsável:
INFORMAÇÕES GERAIS
Padrão de
Acabamento
Número de
Pavimentos
Área de Construção
Privativa da Unidade
Autônoma
1. Projeto-padrão (Lei 4951/64, Art. 53 § 1) que mais se assemelha ao da Incorporação Projetada
CLASSIFICAÇÃO GERAL USO RESIDENCIAL
Nome:
Assinatura:
Data:
Total de Folhas:
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12721)
QUADRO III – Avaliação do Custo Global e Unitário da Construção Adotar numeração seguida do Quadro I ao VIII
Local do imóvel
13. Custo Global da Construção
14. Custo unitário da obra em cálculo [Custo total/área equivalente (13)/(4.6)]
* áreas equivalentes em área custo padrão
5. Custo Básico Global da Edificação (4.6 x Custo Unitário Básico (3) )
6. Parcelas Adicionais não Consideradas no Projeto-padrão
6.1 Fundações Especiais (no Projeto-padrão foram considerados fundações diretas até 2,50m)p
6.2 Elevador(es)
6.3 Equipamentos e Instalações, tais como:
6.3.1 Fogões
6.3.2 Aquecedores
5.1 – Composição do Custo Global básico da Edificação
5.1.1 – Custo básico de Materiais (5. X % Mat. do CUB inf. em 3.)
5.1.2 – Custo básico de Mão-de-Obra (5. X % Mao de Obra do CUB inf. em 3.)
5.1.3 – Custo básico de Máquinas e Equipamentos. (5. X % Maq e Equip. do CUB inf. em 3.)

44 Projeto NBR 12721:2005
Nome:
Assinatura:
Data:
(Q I – 19) (Q II – 38) (31 x item 13.QIII (QII – 31) (42) (43/S 43) (44 x S 40) (44 x item 13.QIII) (46-41) (QII – 32) (44 x S 48) ( 50-51 )
39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52
TOTAIS
1. Para obtenção dos totais das colunas 40 a 42 utiliza-se o número total de unidades idênticas (50).
2. Para obtenção dos totais das colunas 43 a 47 e 49 utiliza-se o número de unidades que suportam o custo da edificação ( 52).
3. Quando houver unidade (s) dada (s) em pagamento do terreno e o resultado da coluna 52 for nulo, a (s) linha (s) correspondente (s) deverá (ão) ser nula (s) também nas colunas 43 a 47 e 49.
4. Para obtenção do total da coluna 48 utiliza-se o número de unidades subrogadas (51)
Coeficiente de
proporcionalidade
(das Unidades que
suportam o custo
da construção)
Coeficiente de rateio
de construção total
(Re-rateio do coeficiente
de proporcionalidade:
Incorpora coeficiente
das unidades dadas em
pagamento do terreno)
Quota de àrea real
dada em
pagamento do
terreno
Total
(total de
unidades
idênticas subrogadas
ou
não)
Sub –
Rogadas
Diferença
(Unidades
que
suportam o
custo da
edificação)
Área
equivalente
em área de
custo padrão
das Unidades
CUSTO
Coeficiente de
proporcionalidade
(para rateio do custo
da construção)
Designação da
Unidade
Área
Equivalente em
Área de Custo
Padrão Total
(Re-rateio das
areas
equivalentes em
área de custo:
Área Própria +
quota da Área
Sub-rogada)
Custo de
Contrução total
(Re-rateio do
custo)
Nome:
Assinatura:
Data: Registro CREA:
Custo da subrogação
suportado por
cada unidade
Área real das
unidades
subrogadas
Re-rateio do custo (quando houver unidade (s) dada (s) em pagamento do terreno) Quantidade (número de unidades
idênticas)
Custo de Construção da Unidade Autônoma
OBSERVAÇÃO – INDICAR UNIDADES SUB-ROGADAS:
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
QUADRO IV A – Avaliação do Custo de Construção de cada Unidade Autônoma e cálculo do re-rateio de Subrogação – Colunas 39 a 52 Folha n°:
LOCAL DO IMÓVEL: Adotar numeração seguida
Total de Folhas:
INCORPORADOR Profissional Responsável:
Folha N.º
LOCAL DO IMÓVEL:
Nome: Nome:
Assinatura: Assinatura:
Data: Data: Registro CREA:
A B C D E F G
TOTAIS
Designação da Unidade
(19)
ÁREAS REAIS
ÁREA PRIVATIVA
OUTRAS ÁREAS
PRIVATIVAS
(DEPÓSITO,
ACESSÓRIOS, ETC.)
ÁREA
DE VAGA DE
GARAGEM
ÁREA DE USO
COMUM
ÁREA REAL TOTAL
(B+C+D+E+F)
OBSERVAÇÕES
COEFICIENTE DE
PROPORCIONALIDADE
QUANTIDADE (número de
unidades idênticas) INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
INCORPORADOR Profissional Responsável:
QUADRO IV B – Resumo das áreas reais para os atos de registro e escrituração Colunas A a G
Adotar numeração seguida do Quadro I ao VIII
Total de Folhas:

Projeto NBR 12721:2005 45
Nome: Nome:
Assinatura: Assinatura:
Data: Data:
A B C D E F G H I J
TOTAIS
Designação
da Unidade
(19)
ESTE QUADRO DEVERÁ
SUBSTITUIR
O QUADRO IV B, QUANDO
FOR EXIGIDA A
DISCRIMINAÇÃO DE ÁREA
DE TERRENO DE USO
EXCLUSIVO
(ARTIGO 8 DA LEI 4.591/64).
QUANDO
NÃO FOR O CASO, DEVERÁ
SER OMITIDO NA
APRESENTAÇÃO DO
CONJUNTO DE PLANILHAS
ÁREA DE
TERRENO DE
USO
EXCLUSIVO,
INCLUSIVE
ÁREA
EDIFICADA
ÁREA DE
TERRENO DE
USO COMUM
ÁREA DE
TERRENO TOTAL
COEFICIENTE DE
PROPORCIONALIDADE
OBSERVAÇÕES
Q U A N T ID A D E (n ú m e r o d e
u n id a d e s id ê n t ic a s )
ÁREA DE TERRENO
Registro CREA:
ÁREAS REAIS EDIFICADAS
ÁREA
PRIVATIVA
OUTRAS ÁREAS
PRIVATIVAS
(DEPÓSITO,
ACESSÓRIOS,
ETC.)
ÁREA
DE VAGA DE
GARAGEM
ÁREA DE USO
COMUM
ÁREA REAL
TOTAL
(B+C+D+E+F)
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
INCORPORADOR Profissional Responsável:
QUADRO IV B.1 – Resumo das áreas reais para os atos de registro e escrituração Colunas A a J
Adotar numeração seguida do
LOCAL DO Quadro I ao VIII
IMÓVEL: Total de Folhas:
Folha N.º

46 Projeto NBR 12721:2005
Nome:
Assinatura:
Data: Registro CREA
– pavimentos comunitários;
d) explicitação da numeração das unidades autônomas;
e) número de unidades autônomas por pavimento, descrevendo áreas reais e localização em relação ao edifício e no pavime
f) pavimentos especiais (situação e descrição):
– pilotis;
g) data da aprovação do projeto e repartição competente;
h) outras indicações.
– outros pavimentos;
Data:
a) tipo de edificação (residencial, comercial, misto, garagem, etc.);
b) número de pavimentos;
c) número de unidades autônomas por pavimento;
– pavimentos de transição;
– garagens;
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12721)
QUADRO V – INFORMAÇÕES GERAIS Adotar numeração seguida do Quadro I ao VIII
Local do imóvel
Folha N.º
Total de Folhas:
INCORPORADOR Profissional Responsável:
Nome:
Assinatura:

Projeto NBR 12721:2005 47
Folha N.º
Local do imóvel:
Total de Folhas:
Nome: Nome:
Assinatura: Assinatura:
Data: Data: Registro CREA:
QUADRO VI – Memorial Descritivo dos Equipamentos
Adotar numeração seguida do Quadro I ao VIII
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
INCORPORADOR Profissional Responsável:
EQUIPAMENTOS TIPO (OU MARCA) ACABAMENTO DETALHES GERAIS
Folha N.º
Local do imóvel:
Total de Folhas:
Nome: Nome:
Assinatura: Assinatura:
Data: Data: Registro CREA:
QUADRO VII – MEMORIAL DESCRITIVO DOS ACABAMENTOS – (Dependências de uso privativo)
Adotar numeração seguida do Quadro I ao VIII
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
INCORPORADOR Profissional Responsável:
DEPENDÊNCIAS PISOS PAREDES TETOS OUTROS
48 Projeto NBR 12721:2005
Folha N.º
Local do imóvel:
Total de Folhas:
Nome: Nome:
Assinatura: Assinatura:
Data: Data: Registro CREA:
DEPENDÊNCIAS PISOS PAREDES TETOS OUTROS
INCORPORADOR Profissional Responsável:
INFORMAÇÕES PARA ARQUIVO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
(Lei 4.591 – 16/12/64 – Art. 32 e NBR 12.721)
QUADRO VIII – MEMORIAL DESCRITIVO DOS ACABAMENTOS – (Dependências de uso Comum)
Adotar numeração seguida do Quadro I ao VII

Projeto NBR 12721:2005 49

ANEXO B (normativo)

Discriminação Orçamentária

B.1 Classificação

A classificação e a discriminação adiante apresentadas dos serviços que podem ocorrer na construção de uma edificação têm como objetivo sistematizar o roteiro a ser seguido na execução de orçamentos, de modo que não seja omitido nenhum dos serviços que, em cada caso particular, forem necessários ao pleno funcionamento e utilização do empreendimento, em obediência ao projeto aprovado e de acordo com o estabelecido nos memoriais descritivos e suas especificações técnicas. De acordo com as circunstâncias especiais de cada caso, pode ser adotada e detalhada em seus pormenores, sempre que necessário.

B.2 Discriminação – Modelo

B.2.1 Serviços iniciais

B.2.1.1 Serviços técnicos

– levantamento topográfico;
– estudos geotécnicos/sondagens;
– consultorias técnicas;
– fiscalização/acompanhamento/gerenciamento;
– projeto arquitetônico;
– projeto estrutural;
– projeto elétrico/telefônico;
– projeto hidrossanitário;
– projeto ar condicionado;
– projeto prevenção contra incêndio;
– projeto luminotécnico;
– projeto som ambiental;
– projeto paisagismo e urbanização;
– maquete/perspectivas;
– orçamento/cronograma; e
– fotografias.

B.2.1.2 Serviços preliminares

– demolições;
– cópias e plotagens;
– despesas legais;
– licenças, taxas, registros;
– seguros; e
– assessorias contábil e jurídica.

B.2.1.3 Instalações provisórias
– tapumes/cercas;
– depósitos/escritórios/proteção transeuntes;
– placa de obra;
– instalação provisória água;
– entrada provisória de energia;
– instalação provisória unidade sanitária;
– sinalização;
– instalação de bombas;
– bandejas salva-vidas; e
– locação da obra.

B.2.1.4 Máquinas e ferramentas
– gruas;
– elevador com torre, cabine, guincho;
– andaimes fachadeiro e suspenso;
– plataforma metálica com torres e engrenagens;
– guinchos; e
– balancins/cadeiras suspensas.

B.2.1.5 Administração da obra e despesas gerais
– engenheiro/arquiteto de obra;
– mestre de obra;
– contra-mestres;
– apontador;
– guincheiro;
– vigia;

50 Projeto NBR 12721:2005

– pessoal administrativo;
– consumos combustíveis e lubrificantes;
– consumos água, luz, telefone;
– material de escritório;
– medicamentos de emergência;
– EPI/EPC;
– bebedouros, extintores; e
– PCMAT/PCMSO.

B.2.1.6 Limpeza da obra

– limpeza permanente da obra; e
– retirada de entulho.

B.2.1.7 Transporte

– transporte interno; e
– transporte externo.

B. 2.1.8 Trabalhos em terra

– limpeza do terreno;
– desmatamento e destocamento;
– replantio de árvores;
– escavações manuais;
– escavações mecânicas;
– reaterro;
– compactação de solo;
– desmonte de rocha;
– movimento de terra; e
– retirada de terra.

B.2.1.9 Diversos

– laudos e despesas com vizinhos; e
– outros.

B.3 Infra-estrutura e obras complementares

– escoramentos de terrenos de vizinhos;
– esgotamento, rebaixamento lençol d’água e drenagens;
– preparo das fundações: cortes em rochas, lastros;
– fundações superficiais/rasas;
– fundações profundas;
– reforços e consolidação das fundações;
– provas de cargas em estacas; e
– provas de carga sobre o terreno de fundação.

B.4 Supra-estrutura

– concreto protendido;
– concreto armado;
– estrutura metálica;
– estrutura de madeira; e
– estrutura mista.

B.5 Paredes e painéis

B.5.1 Alvenarias e divisórias

– alvenarias de tijolos maciços;
– alvenarias de tijolos furados;
– alvenarias de blocos;
– paredes de gesso acartonado;
– divisórias leves; e
– elementos vazados.

B.5.2 Esquadrias e ferragens

– esquadrias de madeira;
– esquadrias de ferro;
– esquadrias de alumínio;
– esquadrias plásticas;
– esquadrias mistas;
– persianas e outros;
– ferragens; e
– peitoris.

Projeto NBR 12721:2005 51

B.5.3 Vidros

– vidros lisos transparentes;
– vidros fantasia;
– vidros temperados;
– vidros aramados;
– vidros de segurança; e
– tijolos de vidro.

B.5.4 Elementos de composição e proteção fachadas

– brises

B.6 Coberturas e proteções

B.6.1 Cobertura

– estrutura de madeira para cobertura;
– estrutura metálica para cobertura;
– cobertura com telhas fibrocimento
– cobertura com telhas cerâmicas;
– cobertura com telhas plásticas;
– cobertura com telhas de alumínio;
– cobertura com telhas de aço;
– cobertura com telhas sanduíche;
– outros tipos de coberturas; e
– funilaria.

B.6.2 Impermeabilizações

– impermeabilização de fundações;
– impermeabilização de sanitários;
– impermeabilização de cozinhas;
– impermeabilização de terraços e jardins;
– impermeabilização de lajes descobertas;
– impermeabilização de lajes cobertas;
– impermeabilização de lajes de subsolo; e
– juntas de dilatação.

B.6.3 Tratamentos especiais

– tratamento térmico; e
– outros tratamentos especiais.

B-7 Revestimentos, forros, marcenaria e serralheria, pinturas e tratamentos especiais

B-7.1 Revestimentos (interno e externo)

– revestimentos de argamassa ;
– revestimentos cerâmicos/azulejos;
– revestimentos de mármore e granito;
– revestimentos de pastilhas;
– outros revestimentos; e
– peitoris.

B.7.2 Forros e elementos decorativos

– de argamassa;
– forros de gesso em placa;
– forros de gesso acartonado;
– forros de madeira mineralizada;
– forros de alumínio;
– forros de plástico;
– forros de madeira;
– outros tipos de forro; e
– rodaforros e outros complementos.

B.7.3 Marcenaria e serralheria

– fechamento de shafts;
– alçapão;
– corrimão e guarda-corpo;
– escada de marinheiro;
– gradis e grades;
– portões de veículos e de pedestres;

52 Projeto NBR 12721:2005

– porta corta-fogo;
– grelhas de piso;
– chaminé metálica;
– coifa;
– balcões de madeira;
– caixa de correio;
– escadas metálicas; e
– outros.

B.7.4 Pintura

– selador paredes;
– selador portas e madeiras;
– massa corrida pva e acrílica;
– pintura PVA;
– pintura acrílica;
– revestimento texturizado;
– pintura a cal;
– pintura esmalte sobre ferro;
– pintura esmalte sobre madeira;
– pintura verniz sobre madeira;
– pintura verniz sobre alvenaria; e
– outros tipos de pinturas.

B.7.5 Tratamentos especiais internos

– tratamento acústico; e
– outros tipos de tratamentos.

B.8 Pavimentações

B.8.1 Pavimentações
– contrapiso;
– pisos cerâmicos;
– pisos de ardósia;
– concreto desempenado;
– cimentados;
– pisos de basalto;
– pisos de madeira;
– pisos de mármore e granito;
– pisos plásticos;
– carpetes e tapetes;
– pisos de granitina;
– pisos de blocos;
– meio-fio; e
– degraus e patamares.

B.8.2 Rodapés, soleiras

– rodapé cerâmico;
– rodapé cimentado;
– rodapé de ardósia;
– rodapé de madeira;
– rodapé plástico;
– rodapé de granitina;
– rodapés de mármore e granito;
– rodapés de basalto;
– soleira de ardósia;
– soleira de madeira;
– soleira de granitina;
– soleiras de mármore e granito; e
– soleiras de basalto.

B.9 Instalações e aparelhos

B.9.1 Aparelhos e metais

– registros;
– válvulas;
– ligações flexíveis;
– sifões;
– torneiras;
– bacias sanitárias;
– cubas;

Projeto NBR 12721:2005 53
– lavatórios;
– tanques;
– mictórios;
– tampos;
– complementos de louça;
– equipamentos sanitários para deficientes;
– saboneteira para líquido;
– secador de mãos elétrico; e
– bebedouros elétricos.

B.9.2 Instalações elétricas
– eletrodutos, conexões, buchas e arruelas;
– fios e cabos;
– caixas e quadros de comando;
– tomadas e interruptores;
– luminárias,acessórios,postes,lâmpadas;
– equipamentos diversos elétricos;
– entrada de energia;
– eletrodutos e conexões telefônicas;
– fios e cabos telefônicos;
– caixas telefônicas;
– equipamentos diversos telefônicos;
– eletrodutos, fios, caixas para lógica e tv a cabo;
– sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e
– mão-de-obra.

B.9.3 Instalações hidráulica, sanitária e gás

– tubos e conexões de água fria;
– tubos e conexões de água quente;
– tubos e conexões de esgoto sanitário;
– tubos e conexões de águas pluviais;
– instalações de GLP; e
– mão-de-obra.

B.9.4 Prevenção e combate a incêndio

– tubos e conexões;
– válvulas e registros;
– abrigos, hidrantes, mangueiras, extintores; e
– mão-de-obra.

B.9.5 Ar condicionado

B.9.6 Instalações mecânicas

– elevadores;
– monta-cargas;
– escadas rolantes;
– esteiras e planos inclinados; e
– outras instalações mecânicas.

B.9.7 Outras instalações

B.10 Complementação da obra

B.10.1 Calafete e limpeza

– limpeza final;
– retirada de entulhos; e
– desmontagem do canteiro de obras.

B.10.2 Complementação artística e paisagismo

– paisagismo;
– obras artísticas e painéis; e
– diversos.
B.10.3 Obras complementares

– complementos, acabamentos, acertos finais

B.10.4 Ligação definitiva e certidões

– ligações de água, luz, telefone, gás, etc; e
– ligações de redes públicas

54 Projeto NBR 12721:2005

B.10.5 Recebimento da obra

– ensaios gerais nas instalações;
– arremates; e
– habite-se.

B.10.6 Despesas eventuais

– indenizações a terceiros; e
– imprevistos diversos.

B.11 Honorários do construtor

B.12 Honorários do incorporador

Projeto NBR 12721:2005 55

Anexo C (informativo)

Critérios de Orçamentação

C.1 Introdução
C.2 Serviços iniciais
C.2.1 Projeto-padrão R1 – Normal Para a composição do orçamento deste projeto os seguintes critérios foram utilizados:
– 10 casas no canteiro de obras, de modo que todas as despesas indiretas administrativas foram divididas por 10 no orçamento;
– terreno de 360,00 m² por casa;
– 40 m de sondagem por canteiro de obras (10 casas);
– um redutor (em relação aos preços de tabela do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto dos Arquitetos do Brasil), em função de negociação e repetição de projeto;
– 10 m² de plotagem de projetos e 500 cópias reprográficas para o canteiro de obras;
– prazo de obra de 8 meses corridos para 10 casas, perfazendo 0,8 meses por casa;
– 1 mestre-de-obras e 1 vigia em caráter integral no canteiro durante o prazo da obra;
– 1 engenheiro em ½ período; e
– 28 conjuntos de E.P.I. para o canteiro de obras, perfazendo 2,8 conjunto por casa. O terreno de cada casa foi considerado plano, sem qualquer trabalho de terraplenagem.

Não foram orçados os seguintes custos:

a) aprovação de projeto na Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) anotações de responsabilidade técnica perante o CREA;
c) registro da incorporação imobiliária no Registro de Imóveis; e
d) demais taxas e emolumentos.

Foram consideradas ainda as seguintes instalações para o canteiro de obras (10 casas):

a) 220,00 m² de tapume de fechamento;
b) 30,00 m² de depósito de madeira;
c) 60,00 m de andaime de madeira;
d) 1 instalação provisória de água;
e) 2 instalações sanitárias provisórias; e
f) 1 instalação provisória de energia.

C.2.2 Projeto-padrão R1 – Alto

Para a composição do orçamento deste projeto os seguintes critérios foram utilizados:
– 5 casas no canteiro de obras; de modo que todas as despesas indiretas administrativas foram divididas por 5 no orçamento;
– 40 m de sondagem por canteiro de obras (5 casas);
– um redutor (em relação aos preços de tabela do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto dos Arquitetos do Brasil), em função de negociação e repetição de projeto;
– 10 m² de plotagem de projetos e 500 cópias reprográficas para o canteiro de obras;
– um terreno de 700,00 m² por casa;
– prazo de obra de 8 meses corridos para 5 casas, perfazendo 1,6 mês por casa.
– 1 mestre-de-obras e 1 vigia em caráter integral no canteiro durante o prazo da obra;
– 1 engenheiro em ½ período; e
– 28 conjuntos de E.P.I. para o canteiro de obras, perfazendo 5,5 conjuntos por casa.

O terreno de cada casa foi considerado plano, sem qualquer trabalho de terraplenagem.

Não foram orçados os seguintes custos:

a) aprovação de projeto na Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) anotações de responsabilidade técnica perante o CREA;
c) registro da incorporação imobiliária no Registro de Imóveis;
d) demais taxas e emolumentos.

Foram consideradas as seguintes instalações para o canteiro de obras (5 casas):

a) 220,00 m² de tapume de fechamento;
b) 30,00 m² de depósito de madeira;
c) 60,00 m de andaime de madeira;
d) 1 instalação provisória de água;
e) 2 instalações sanitárias provisórias; e
f) 1 instalação provisória de energia.

56 Projeto NBR 12721:2005

C.2.3 Projeto-padrão PP 4-Normal

Para a composição do orçamento deste projeto os seguintes critérios foram utilizados:
– 40 m de sondagem;
– um redutor (em relação aos preços de tabela do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto dos Arquitetos do Brasil), em função de negociação e repetição de projeto;
– 10 m² de plotagem de projetos e 500 cópias reprográficas para o canteiro de obras;
– 1 engenheiro, 1 mestre-de-obras e 1 vigia em caráter integral no canteiro durante o prazo da obra;
– prazo de obra de 10 meses corridos; e
– 35 conjuntos de E.P.I. para o canteiro de obras.

Não foram orçados os seguintes custos:

a) aprovação de projeto na Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) anotações de responsabilidade técnica perante o CREA;
c) registro da incorporação imobiliária no Registro de Imóveis; e
d) demais taxas e emolumentos.

Foram consideradas as seguintes instalações para o canteiro de obras:

a) 76,00 m² de tapume de fechamento;
b) 30,00 m² de depósito de madeira;
c) 60,00 m de andaime de madeira;
d) 1 instalação provisória de água;
e) 2 instalações sanitárias provisórias; e
f) 1 instalação provisória de energia.

C.2.4 Projetos-padrão R8 – Normal e CSL8 – Normal

Para a composição do orçamento destes projetos os seguintes critérios foram utilizados:
– 40 m de sondagem;
– um redutor (em relação aos preços de tabela do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto dos Arquitetos do Brasil), em função de negociação e repetição de projeto;
– 10 m² de plotagem de projetos e 500 cópias reprográficas para o canteiro de obras;
– prazo de obra de 12 meses corridos;
– 1 engenheiro, 1 mestre-de-obras e 1 vigia em caráter integral no canteiro durante o prazo da obra e
– 40 conjuntos de E.P.I. para o canteiro de obras.

Não foram orçados os seguintes custos:

a) aprovação de projeto na Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) anotações de responsabilidade técnica perante o CREA;
c) registro da incorporação imobiliária no Registro de Imóveis; e
d) demais taxas e emolumentos.

Foram consideradas as seguintes instalações para o canteiro de obras:

a) tapume de fechamento;
b) 30,00 m² de depósito de madeira;
c) 60,00 m de andaime de madeira;
d) 1 instalação provisória de água;
e) 2 instalações sanitárias provisórias; e
f) 1 instalação provisória de energia.

C.2.5 Projetos-padrão R8 – Alto e CSL8 -Alto

Para a composição do orçamento destes projetos os seguintes critérios foram utilizados:

– 40 m de sondagem;
– um redutor (em relação aos preços de tabela do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto dos Arquitetos do Brasil), em função de negociação e repetição de projeto;
– 14 m² de plotagem de projetos e 700 cópias reprográficas para o canteiro de obras;
– prazo de obra de 16 meses corridos.
– 1 engenheiro, 1 mestre-de-obras e 1 vigia em caráter integral no canteiro durante o prazo da obra; e
– 55 conjuntos de E.P.I. para o canteiro de obras.

Não foram orçados os seguintes custos:

a) aprovação de projeto na Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) anotações de responsabilidade técnica perante o CREA;
c) registro da incorporação imobiliária no Registro de Imóveis; e
d) demais taxas e emolumentos.

Projeto NBR 12721:2005 57

Foram consideradas as seguintes instalações para o canteiro de obras:

a) tapume de fechamento;
b) 40,00 m² de depósito de madeira;
c) 80,00 m de andaime de madeira;
d) 1 instalação provisória de água;
e) 2 instalações sanitárias provisórias; e
f) 1 instalação provisória de energia.

C.2.6 Projetos-padrão R16 – Normal e CSL16 – Normal

Para a composição do orçamento destes projetos os seguintes critérios foram utilizados:

– 40 m de sondagem;
– um redutor (em relação aos preços de tabela do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto dos Arquitetos do Brasil), em função de negociação e repetição de projeto;
– 14 m² de plotagem de projetos e 700 cópias reprográficas para o canteiro de obras;
– prazo de obra de 20 meses corridos;
– 1 engenheiro, 1 mestre-de-obras e 1 vigia em caráter integral no canteiro durante o prazo da obra; e
– 80 conjuntos de E.P.I. para o canteiro de obras.

Não foram orçados os seguintes custos:

a) aprovação de projeto na Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) anotações de responsabilidade técnica perante o CREA;
c) registro da incorporação imobiliária no Registro de Imóveis; e
d) demais taxas e emolumentos.

Foram consideradas as seguintes instalações para o canteiro de obras:

a) tapume de fechamento;
b) 40,00 m² de depósito de madeira;
c) 80,00 m de andaime de madeira;
d) 1 instalação provisória de água;
e) 2 instalações sanitárias provisórias; e
f) 1 instalação provisória de energia.

C.2.7 Projetos-padrão R16 –Alto e CSL16 – A

Para a composição do orçamento destes projetos os seguintes critérios foram utilizados:

– 40 m de sondagem;
– um redutor (em relação aos preços de tabela do Sindicato dos Engenheiros e do Instituto dos Arquitetos do Brasil), em função de negociação e repetição de projeto;
– 14 m² de plotagem de projetos e 700 cópias reprográficas para o canteiro de obras;
– prazo de obra de 20 meses corridos;
– 1 engenheiro, 1 mestre-de-obras e 1 vigia em caráter integral no canteiro durante o prazo da obra; e
– 80 conjuntos de E.P.I. para o canteiro de obras.

Não foram orçados os seguintes custos:

a) aprovação de projeto na Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) anotações de responsabilidade técnica perante o CREA;
c) registro da incorporação imobiliária no Registro de Imóveis; e
d) demais taxas e emolumentos.

Foram consideradas as seguintes instalações para o canteiro de obras:

a) tapume de fechamento;
b) 40,00 m² de depósito de madeira;
c) 80,00 m de andaime de madeira;
d) 1 instalação provisória de água;
e) 2 instalações sanitárias provisórias; e
f) 1 instalação provisória de energia.

C.3 Infra-estrutura

Para a composição do orçamento da infra-estrutura os seguintes critérios foram utilizados:

– fundações superficiais orçadas (blocos e vigas de fundação) até as cotas de arrasamento das estacas;
– baldrame de concreto armado sob toda alvenaria em contato com o solo;
– cota de soleira do pavimento térreo como + 1,20 m em relação ao RN para os prédios com subsolo;
– volume de terraplenagem (escavação) calculado em função desta cota;
– cortina de arrimo de concreto armado em todo o perímetro do subsolo;
– forma da infra-estrutura em tábua comum, com reaproveitamento de 3 vezes;
– aço CA-50A/CA-60B, cortado e dobrado no próprio canteiro, amarrado com arame recozido nº 18; e

58 Projeto NBR 12721:2005

– concreto de resistência fck = 20 MPa, brita 1 e 2, slump ± 6 cm, pré-usinado.

Não houve qualquer consideração de cravação de perfis, parede-diafragma, sub-muramento ou rebaixamento de lençol freático, ou outros serviços especiais de fundações/contenções.

Não foi incluído no orçamento o custo do controle tecnológico do concreto e do aço.

C.4 Supra-estrutura

Para a composição do orçamento da supra-estrutura os seguintes critérios foram utilizados:

– forma de compensado, batida na própria obra, escoramento de pontalete serrado, com os seguintes reaproveitamentos:

a) casas (compensado resinado de 12 mm, com 1 uso);
b) prédio de 4 andares (compensado resinado de 18 mm, com 6 usos);
c) prédio de 8 andares (compensado plastificado de 18 mm, com 12 usos); e
d) prédio de 16 andares (compensado plastificado de 18 mm, com 20 usos).

– aço CA-50A/CA-60B, cortado e dobrado no próprio canteiro, amarrado com arame recozido nº 18; e
– concreto de resistência fck = 20 MPa, brita 1 e 2, slump ± 6 cm, pré-usinado, sem bombeamento.

Não foi incluído no orçamento o custo do controle tecnológico do concreto e do aço.

C.5 Paredes e painéis

Para a composição do orçamento de todos os serviços verticais (alvenaria, revestimentos de paredes e pintura), foi adotado o seguinte critério de quantificação:

a) vãos menores que 2,00 m² (não descontados);
b) vãos iguais ou maiores que 2,00 m² e menores do que 4,00 m² (descontada 50% da área do vão); e
c) vãos maiores que 4,00 m² (descontados integralmente).

Para as alvenarias, adotou-se o tijolo cerâmico de 8 furos (9 x 19 x 19 cm), assentado com argamassa mista de cimento: cal; areia no traço 1:2:8, na espessura de 9 cm (meia-vez), ou 19 cm (uma vez).

Nos prédios considerou-se muro de divisa em todo o perímetro, de alvenaria de blocos de concreto 19 x 19 x 39 cm.

Nas composições de custos das ferragens (fechaduras) foram consideradas dobradiças, na proporção de 3 unidades por folha de porta.

Os vidros e folhas de esquadrias de alumínio foram considerados como serviço, ou seja, com preço unitário englobando fornecimento e colocação. Batentes e contramarcos de alumínio foram considerados apenas fornecidos, com colocação pela própria obra (pedreiro + servente + cimento + areia).

C.6 Cobertura / tratamentos

Para a composição do orçamento destes itens os seguintes critérios foram considerados:

– cobertura em telhas de fibrocimento onduladas 6 mm, assentadas com os acessórios de fixação / vedação indicados pelo fabricante, sobre madeiramento feito na obra, utilizando madeira de 2ª (para telhados).
– rufos de chapa galvanizada nº 26;
– calhas em berço impermeabilizado;
– arrimos e faces laterais de baldrames impermeabilizados por pintura de base betuminosa.
– pisos frios (terraços, banheiros, cozinhas e áreas de serviço) impermeabilizados por hidro-asfalto;
– caixas d´água de concreto armado impermeabilizadas por argamassa rígida impermeabilizante;
– lajes expostas (térreo) impermeabilizadas pelo sistema emulsão adesiva + emulsão impermeabilizante + tinta impermeável acrílica + véu de poliéster;
– lajes protegidas (calhas e lajes de cobertura) impermeabilizadas pelo sistema emulsão adesiva + emulsão impermeabilizante + manta impermeabilizante + véu de poliéster; e
– caixas d´água e lajes com prévio aparelhamento de superfície.

C.7 Revestimentos, forro, marcenaria, serralheria e pintura

Para o orçamento destes itens os seguintes critérios foram considerados:

– prévio chapiscamento com argamassa forte de cimento de areia sob todo revestimento de parede interna e externa;
– azulejos (placas cerâmicas de parede) assentados por argamassa de cimento-colante sobre fundo (emboço) previamente executado;

Projeto NBR 12721:2005 59

– argamassas de emboço e massa única (reboco paulista) moldadas na própria obra, com utilização de cimento, cal hidratada e areia média;
– esquadrias de ferro apenas fornecidas, com colocação pela própria obra (pedreiro + servente + cimento + areia); e
– serviços de pintura não empreitados, isto é, orçados como executados pela própria obra.

C.8 Pavimentações

Para o orçamento das pavimentações os seguintes critérios foram considerados:

– pisos de granito e cerâmicos assentados com pasta de cimento-colante sobre prévio contra-piso executado em massa forte de cimento e areia;
– pisos de pedras decorativas assentados diretamente por argamassa de cimento e areia.;
– rejuntamento em argamassa moldada no canteiro de obras; e
– em toda mudança de piso foi considerada soleira, na espessura da folha da porta (3,5 cm) quando baguete ou inteiriça (padrão alto).

C.9 Instalações

As instalações foram orçadas como executadas pela própria obra, isto é, não sub-empreitadas.
Para efeito de precificação, adotou-se critério diferente dos demais itens, não orçando por composições de custos e sim valorando diretamente a relação de materiais, e estimando uma equipe média de oficiais e ajudantes eletricistas ou encanadores para podermos valorar a mão-de-obra.

Foram consideradas existentes à porta da obra as seguintes redes de concessionárias públicas:

a) água
b) esgoto;
c) águas pluviais;
d) energia; e
e) telefone.

As instalações de gás foram consideradas por abastecimento via central de GLP (botijões) na própria obra.

Não foram orçados os seguintes materiais/equipamentos para as unidades autônomas (casas ou apartamentos):

a) luminárias;
b) chuveiros;
c) aquecedores;
d) acessórios sanitários (papeleira/saboneteira/cabide).

C.10 Complementação da obra

Para a composição do orçamento deste item considerou-se a limpeza executada pela própria obra (servente), tendo sido orçada a preparação da documentação de ligação das redes públicas.

Não foram orçadas as seguintes despesas:

a) termo de habite-se da Prefeitura, Corpo de Bombeiros e demais órgãos;
b) averbação da construção (desligamento) junto ao Registro de Imóveis; e
c) quaisquer taxas e emolumentos.
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